02/03/2012

Contra piolhos.

imageColocar 1/2 pacotinho de fumo desfiado em 1/2 litro de álcool; aguardar 15 dias agitando periodicamente.

Coar e aplicar no couro cabeludo e cabelos uma vez por semana.

Dez minutos após aplicação passar pente fino, lavar os cabelos e passar novamente o pente fino.image

 

Obs: No lugar do fumo pode ser usado Arruda (Ruta graveolens).

01/03/2012

Medo de envelhecer.

Uma reportagem sobre o livro A Soma e o Resto - Um Olhar sobre a Vida aos 80 anos, de Fernando Henrique Cardoso (Veja 2247 – dez 2011), traz esta foto do grupo The Elders, do qual o ex-presidente faz parte e que, segundo seu criador NelsonMandela Mandela, é “…um grupo de líderes que trabalharão objetivamente, livres de qualquer interesse pessoal, para ajudar e encaminhar os desafios globais que se apresentam.” .

Esses desafios são enormes e de dar medo, nas não é sobre eles que quero escrever, nem sobre o livro de FHC; a reportagem provocou em mim o desejo de escrever sobre um medo específico e pouco justificável, a Gerascofobia.

 

Muitas vezes confundido com a Nosofobia (medo de adoecer) e tão antigo ou mais que os espelhos, o medo de envelhecer tem crescido em proporções preocupantes considerando não apenas as “confissões” em consultório, mas também alguns comportamentos e atitudes de evitação cada vez mais comuns:

-Contínua procura por tratamentos estéticos.

-Exagerada prática de exercícios físicos.

-Excessiva preocupação com alimentação correta (Ortorexia).

Nos repertórios homeopáticos encontramos Medo da velhice; e neste sintoma constam três medicamentos: Lachesis, Lycopodium e Sepia; percebo que o campo de ação desses três grandes medicamentos, policrestos no jargão homeopático, a duras penas atende este crescente universo de pessoas ímpares cujas características coincidem neste pavor de envelhecer.

Sem dúvida o envelhecimento traz mudanças orgânicas, estéticas, emocionais e mentais, que repercutem nas relações amorosas, familiares, sociais, profissionais e de poder. Essas mudanças podem ser vistas como perdas insuportáveis se formos comandados pelo medo; mas também podem ser vistas como permissão para ocupar um outro “lugar”, se aceitarmos que a fonte da juventude eterna não foi encontrada e compreendermos que desde o inicio da caminhada humana sobre a terra, aos “maduros” cabe a exigente frente dos grupos e aos velhos cabe, não necessariamente mediar desafios globais como fazem os “The Elders”, mas talvez desafios menores ou, quem sabe, simplesmente usufruir da retaguarda.

20/02/2012

Vocação.

Às vezes digo, em tom de pilhéria, que consultórios médicos e escritórios de advocacia têm algo em comum; geralmente são procurados por quem está com problemas… Engenheiros e arquitetos, por outro lado, são procurados por quem tem uma grana no bolso e uma ideia na cabeça… Muito melhor!

Em um pensar simplista, medicina e direito deveriam ser as menos desejadas por aqueles que estão iniciando a busca por uma profissão, pois quem, em sã consciência, ia querer ser acordado a qualquer hora, ouvir reclamações o dia todo, participar das disputas e querelas do dia a dia ou digladiar com a morte? Só mesmo quem, por vocação, não se imagina fazendo outra coisa.

Acontece que não é essa a realidade. Tenho uma filha que recém terminou o colegial e entrou na disputa por um lugar na faculdade; o número de candidatos por vaga naquelas duas profissões ultrapassa em muito o número de pretendentes nas outras o que, em um raciocínio simplório, poderia fazer pensar que o Brasil é um país de médicos e advogados natos.

Ingenuidade à parte, fico imaginando a debandada se, por uma febre igualitarista, todas as profissões tivessem status e rendimentos idênticos. Nada contra sucesso financeiro ou social, eu os desejo para minha filha, só acho que não é saudável que ocorram apartados do sucesso pessoal, e esse só atingimos quando estamos em sintonia com nossa natureza, a qual determina a vocação profissional.

10/02/2012

Um futuro diferente.

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Chegou-me às mãos parte do que Leonardo Boff escreveu na introdução da obra A REFUNDAÇÃO DO BRASIL de Luiz Gonzaga de Souza Lima; achei muito bom e, apesar de ser um pouco longo, compartilho… Deu vontade de ler o livro!

“…Luiz Gonzaga de Souza Lima avança uma perspectiva original e de grande força interpretativa com seu texto A Refundação do Brasil: do Estado Economicamente Internacionalizado à Nova Sociedade Biocentrada.Há interpretações clássicas sobre a formação da nação-Brasil. Mas esta do cientista político Luiz Gonzaga de Souza Lima é seguramente singular e adequada para entender o Brasil no atual processo de globalização: A Refundação do Brasil: rumo a uma sociedade biocentrada (Rima,São Carlos 2011). Seu ponto de partida é o fato brutal da invasão e expropriação das terras brasileiras pelos “colonizadores” à base da escravidão e da superexploração da natureza.

Não vieram para fundar aqui uma sociedade mas para montar uma grande empresa internacional privada, uma verdadeira agro-indústria, destinada a abastecer o mercado mundial. Ela resultou da articulação entre reinos, igrejas e grandes companhias como a das Índias Ocidentais, Orientais, a Holandesa (de Mauricio de Nassau), com navegadores, mercadores, banqueiros, não esquecendo as vanguardas modernas, dotadas de espírito de aventura e de novos sonhos, buscando novos conhecimentos e enriquecimento rápido.

Ocupada a terra, para cá foram trazidas matrizes (cana de açúcar e depois café), tecnologias modernas para a época, capitais e escravos africanos. Todos eram considerados “peças” a serem compradas no mercado e como carvão a ser consumido nos engenhos de açúcar. Com razão afirma Souza Lima: ”o resultado foi o surgimento de uma formação social original e desconhecida pela humanidade até aquele momento, criada unicamente para servir à economia; no Brasil nasceu o que se pode chamar de ‘formação social empresarial”.

A modernidade no sentido da utilização da razão produtivista, da vontade de acumulação ilimitada e da exploração sistemática da natureza, da criação de vastas populações excluídas, nasceu no Brasil e na América Latina. O Brasil, neste sentido, é novo e moderno desde suas origens.

A Europa só pôde fazer a sua revolução, chamada de modernidade, com seu direito e instituições democráticas, porque foi sustentada pela rapinagem brutal feita nas colônias. Com a independência política do Brasil, a formação social empresarial não mudou sua natureza. Todos os impulsos de desenvolvimento ocorridos ao longo de nossa história, não conseguiram diluir o caráter dependente e associado que resulta da natureza empresarial de nossa conformação social. A tendência do capital mundial global ainda hoje é tentar transformar nosso eventual futuro em nosso conhecido passado. Ao Brasil cabe ser o grande fornecedor de commodities para o mercado mundial, sem ou com parca tecnologia e valor agregado.

A empresa Brasil é a categoria-chave, segundo Souza Lima, para se entender a formação histórica do Brasil e o lugar que lhe é assinalado no processo atual de globalização desigual.

O desafio consiste em gestar um outro software social que nos seja adequado, que nos desenhe um futuro diferente. A inspiração vem de algo bem nosso: a cultura brasileira. Ela foi elaborada pelos escravos e seus descendentes, pelos indígenas que restaram, pelos mamelucos, pelos filhos e filhas da pobreza e da mestiçagem. Gestaram algo singular, não desejado pelos donos do poder que sempre os desprezaram e nunca os reconheceram como sujeitos e filhos e filhas de Deus.

O que se trata agora é refundar o Brasil, “construir, pela primeira vez, uma sociedade humana neste território imenso e belo; é habitá-lo, pela primeira vez, por uma sociedade humana de verdade, o que nunca ocorreu em toda a era moderna, desde que o Brasil foi fundado como uma empresa; fundar uma sociedade é o único objetivo capaz de salvar nosso povo”.Trata-se de passar do Brasil como Estado economicamente internacionalizado para o Brasil como sociedade biocentrada.

Ao refundar-se como sociedade humana biocentrada, o povo brasileiro deixará para trás a modernidade apodrecida pela injustiça e pela ganância e que está conduzindo a humanidade para um abismo. Não obstante, esta modernidade entre nós, bem ou mal, nos ajudou a forjar uma infra-estrutura material que pode permitir a construção de uma biocivilização que ama a vida em todas as suas formas, que convive pacificamente com as diferenças, dotada de incrível capacidade de integrar e de sintetizar os mais diferentes dados e valores.

É neste contexto que Souza Lima associa a refundação do Brasil às promessas de um mundo novo que deve suceder a este que está agonizando, incapaz de projetar qualquer horizonte de esperança para a humanidade. O Brasil poderá ser um nicho gerador de novos sonhos e da possibilidade real de realizá-los em harmonia com a Mãe Terra e aberto a todos os povos.”

Leonardo Boff

02/02/2012

Ansiedade?

31/01/2012, 2º aniversario deste blog; escrever sobre o quê nesta data especial? Porque não sobre ansiedade que disputa com a depressão; da qual geralmente é pano de fundo; o primeiro lugar na procura pelos consultórios de psicólogos e psiquiatras e também pelo deste homeopata interessado nas ‘artes e manhas’ da mente?

–Tratar ansiedade com homeopatia?

– E porque não? Uma possibilidade de não ser necessário me aventurar pelo mar alopático num mergulho que gera mais ansiedade… Conseguirei voltar à tona? 

Pierre Teilhard de Chardin, filósofo evolucionista digno de nota, no livro O Fenômeno Humano, escreveu:

“Que, sob uma forma primordial, a ansiedade humana seja ligada ao próprio aparecimento da Reflexão, e portanto tão antiga quanto o próprio Homem, é um fato evidente. Mas que, sob o efeito de uma Reflexão que se socializa, os homens de hoje sejam particularmente inquietos, – mais inquietos do que em momento algum da História –, disso também não creio que se possa seriamente duvidar. Consciente ou inconfessada, a angústia, uma angústia fundamental do ser, transparece, apesar dos sorrisos, no fundo dos corações, ao cabo de todas as conversas. Longe estamos, contudo, de reconhecer distintamente em nós a raiz dessa ansiedade. Algo nos ameaça, algo nos falta mais do que nunca, – sem que saibamos exatamente o quê.

Procuremos, pois,  pouco a pouco, localizar a origem do mal-estar, – afastando as causas ilegítimas de perturbação até descobrirmos o ponto doloroso em que se deve aplicar o remédio, se é que existe algum.”

Eis aí o ‘x’ da questão: Descobrir o núcleo do mal-estar…

E o médico homeopata faz outra coisa?

A minuciosa anamnese não revela ao paciente um conjunto de qualidades particulares do qual, na maioria das vezes, não suspeitava?

E não se evidencia nesse conjunto aquela fragilidade específica que quando ‘cutucada’ altera a energia vital que, alterada, provoca o surgimento de sintomas?

E não é essa fragilidade particular que deve ser cuidada e equilibrada?

E nessa busca, por si só terapêutica, não se revela também o medicamento homeopático, cujo uso aquieta os sintomas e estimula as mudanças comportamentais necessárias; sem subterfúgios, sem esperanças vãs?

Não é isso tratar?

22/01/2012

Natureza humana.

Perdi a conta das vezes que recebi e-mail contando de um monge tibetano que é picado tentando impedir que um escorpião morra afogado. Tal historia é repetida como modelo de compaixão a ser buscado e, no final, o monge se justifica dizendo que assim como é da natureza do escorpião picar é da sua tentar salvá-lo.

Hahnemann escreveu, no nono parágrafo do Organon, que  a força vital mantém o organismo em processo harmonioso, e que o espírito racional utiliza esse organismo, como instrumento, para alcançar os mais altos fins da existência… Viver em harmonia com o universo e protege-lo é um desses altos fins e como o escorpião faz parte do universo, salvá-lo seria o correto; no entanto, também o monge faz parte do universo…

Para ser racional e sadia uma ação tem que produzir benefícios quando comparada com a inação; salvar o escorpião às custas da própria integridade é o contrario disso; por mais compassivo que fosse, aquele monge deveria usar pelo menos seu chinelo para salvar o escorpião acatando, ao mesmo tempo, o instinto de auto preservação existente em todo ser vivo e o impulso de salvar presente nos mais evoluídos.

Instinto, emotividade e racionalidade são características essencialmente humanas, e o comportamento resultante do equilíbrio entre elas é que é modelo a ser almejado; salvar o escorpião daquela maneira ou louvar tal comportamento é exclusivamente emocional.

22/12/2011

Educação.

Nesse corre corre cotidiano contemporâneo até acho bom as revistas mais antigas das salas de espera, folheio-as meio mecanicamente meio esperançoso, à cata de algo que amenize o tédio irritante da espera; às vezes acontece de ter a curiosidade ‘cutucada’ por algum título… Não gosto de muita coisa que leio, logo paro e recomeço a folhear; mas é do meu agrado o que Lya Luft escreve e ontem, em uma dessas salas de espera, dei de cara com um artigo escrito por ela para a revista Veja de setembro/11, intitulado Educação: reprovada… gostei!

Já sabia, como quase todo mundo sabe, do que lá está escrito, mas é bom reforçar… Falhas na educação não se restringem ao momento, provocam repercussões futuras impossíveis de avaliar antecipadamente, e as repercussões não se restringem ao educando, atingem a  sociedade como um todo.

Sentei-me nos bancos de escolas públicas até entrar na faculdade, comparar aquela escola com a atual é desanimador… O ensino era bom porque aqueles que ensinavam, a maioria mulheres, eram muito bons. Compartilho da opinião de que um dos motivos pelos quais aquelas professoras eram muito boas seria o fato de que, por uma restrição no mercado de trabalho, elas não tinham oportunidades profissionais em outras áreas de atuação; mas hoje as mulheres com conhecimento suficiente para substituírem aquelas são professoras universitárias, médicas, engenheiras, arquitetas, empresárias… ganham e se realizam melhor em outros ‘lugares’.

E, por favor, não me venham com a conversa da missão nobre, da vocação; nobreza e vocação não enchem barriga, não pagam contas, não fornecem capacitação adequada… Melhorem substancialmente o salário desses professores que aquela antiga condição de um ensino público eficaz retornará, pois assim mulheres e homens com vocação para o ensino poderão olhar de novo para ele.

08/12/2011

LIPOasPIRAÇÃO / insPIRAÇÃO.

Entro em ferias no final de dezembro e minha inspiração, apressada e pirada antecipou-se… entrou em novembro; como não escrevo nada sem ela fui procurar, nos guardados, alguma coisa que valesse a pena compartilhar; encontrei este artigo:

“Cirurgia de Lipoaspiração

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo e muito mais piração? Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.

Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas? Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.

“Cuide bem do seu amor, seja ele quem for”.”

image   Herbert Vianna

Espero que minha inspiração retorne antes do final de ano, caso contrário, já me precavendo, despeço-me de vocês que me lisonjeiam com suas visitas, desejando que usufruam do melhor que esta época do ano pode oferecer.

12/11/2011

Evolução e Desconforto.

Alguém, na minha adolescência, disse-me que o conforto amolece o homem; a princípio não acreditei mas, a partir daí, comecei a observar que, de fato, só quando em desconforto e  na tentativa de supera-lo, desenvolvemos algum atributo novo que é incorporado ao  nosso modus operandi; e tive que aceitar, embora relutantemente, que desconforto é estimulo evolutivo.

Esta semana chegou-me às mãos uma historia, atribuída a G. I. Gurdjieff, que corrobora isso e que reproduzo na totalidade:

“Na comunidade espiritual dirigida por Gurdjieff, na França, vivia um homem idoso que era a personificação do estorvo: irritadiço, bagunceiro, briguento, pouco asseado, incapaz de colaborar com quem quer que fosse. Ninguém  se dava com ele. finalmente, após muitos meses frustrantes tentando permanecer com o grupo, o homem foi embora para Paris.

Gurdjieff foi atrás dele para tentar convencê-lo a retornar. Mas a experiência tinha sido árdua demais, e o homem se recusou. Gurdjieff, porém, insistiu e chegou a oferecer-lhe uma paga mensal razoável se ele voltasse.

Dessa maneira ele aceitou voltar. Ao vê-lo de volta, porém, a comunidade ficou pasma. E ao saberem que aquele homem estava sendo pago (ao passo que eles tinham que pagar, e muito, para estarem lá), todos se revoltaram. Gurdjieff reuniu-se com eles e, depois de ouvir suas reclamações, deu risada e explicou:

- Este homem é como o fermento para o pão. Sem ele por perto, vocês jamais aprenderiam verdadeiramente o que é a ira, a irritabilidade, a paciência e a compaixão. É para isso que vocês me pagam, e é para isso que eu o contratei.”     

23/10/2011

Medicamentos, o uso inadequado.

Um colega enviou-me o link de uma reportagem sobre a Ritalina, medicamento cada vez mais usado no Brasil; como a reportagem não é muito favorável à droga, várias manifestações, de usuários que se beneficiam dela, aconteceram.

Natural as opiniões divergirem, pois cada um defende o ponto de vista que lhe é interessante e no qual acredita; mas que não tentemos tapar o sol com peneira, independentemente da capacitação e conduta de quem prescreve, medicamentos podem sim fazer mais mal que bem…E já que crianças não vão, por suas próprias pernas, aos consultórios médicos, no caso da Ritalina precisamos indagar: O uso do medicamento é de interesse da criança, da família ou da escola?

Se alface colhida em horta orgânica, lavada nas aguas puras de uma fonte, pode, dependendo das circunstâncias, fazer mal para quem a ingere, o que dizer de medicamentos? E o poder de malefício não se encontra propriamente no medicamento ou na alface, mas no uso inadequado dos mesmos, e isto é valido para toda e qualquer forma de terapia, e aí sim, entra em consideração a capacitação de quem a aplica ou prescreve.

Tomemos como exemplo a homeopatia… É voz comum que se homeopatia não fizer bem, mal não fará; triste engano, homeopatia pode fazer mal sim, e muito, e não estou me referindo às ‘agravações iniciais’, ou aos ‘retorno de sintomas’, que apesar de desagradáveis são indicadores de um tratamento adequado; me refiro às intoxicações e patogenesias que podem ocorrer em pessoas que usam medicamentos homeopáticos de forma inadequada. E o que é bastante interessante é que essas pessoas raramente associam esses efeitos indesejáveis ao medicamento homeopático exatamente porque acreditam que homeopatia não pode fazer mal.

Vejam a matéria completa sobre a Ritalina, inclusive as opiniões, em:  http://revistatrip.uol.com.br/revista/203/reportagens/geracao-ritalina.html