17/07/2014

“Jogar o lixo fora”

Dia desses, em família, conversando sobre o “falar brasileiro” surgiu a questão das ambiguidades na língua, tendo sido  citado como exemplo o verbo ganhar nas expressões “ganhar um presente” e “ganhar dinheiro”; afinal de contas, a que o verbo ganhar se refere? A algo gratuito como um presente ou a algo conquistado como um salário?

Essa semana me deparei com um artigo que aborda uma dessas ambiguidades e que traz uma reflexão importante, a qual condensei selecionando pequenos trechos: 

Lixo nos Andes - Agosto 2012

“O CONSUMISMO E O GRANDE ERRO DA EXPRESSÃO: "JOGAR O LIXO FORA"

Dentre os vários conceitos errôneos que a modernidade ... têm produzido... tem um... que está contido na expressão: “jogar o lixo fora”. ... Para começar, devo dizer que embora sejamos obviamente seres naturais, a natureza ao contrário do homem, não conhece, não produz e nem admite a existência daquilo que chamamos lixo. ... efetivamente o lixo é um atributo exclusivo, definido e criado pelo Homo sapiens à revelia da natureza e dos mecanismos naturais. ... e a noção que está contida na expressão “jogar fora”, em lugar externo, é uma ilogicidade ... haja vista que ... todo o resíduo que nós produzimos e chamamos de lixo é depositado aqui... Quer dizer, “jogar fora” é algo que não existe,... tudo acontece DENTRO do Planeta Terra.”

Luiz Eduardo Corrêa Lima -  24 de maio de 2014.

Para ler na íntegra:  http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/57018/o-consumismo-e-o-grande-erro-da-expressao-jogar-o-lixo-fora#!2#ixzz37d2L9qoD

05/07/2014

Luz perigosa.

Artigo publicado pelo Boletim EcoDebate alerta para os perigos de uma prática que, por questão de economia, já se tornou rotineira no mundo todo; a substituição de lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes.“Já fora de circulação na Europa, as lâmpadas incandescentes também estão com os dias contados no Brasil. A partir desta terça-feira (01/07), as de 60 watts deixam de ser fabricadas e importadas. As mais fortes já foram proibidas, e as mais fracas sairão de produção em 2015. Se, por um lado, a iniciativa tem por objetivo economizar energia, por outro pode causar danos ambientais e à saúde.

Para que a substituição das lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes seja vantajosa em todos os aspectos, ela precisa vir acompanhada da destinação final correta dos novos modelos, que contêm chumbo e mercúrio. Se simplesmente jogadas no lixo comum, as lâmpadas fluorescentes podem contaminar o ar, o solo e os lençóis freáticos.

O mercúrio e o chumbo são extremamente tóxicos e prejudiciais à saúde. O mercúrio tem um efeito cumulativo no organismo, ataca o sistema nervoso e pode resultar em má formação embrionária, câncer e até morte. O chumbo também causa câncer e ataca o cérebro, os rins e os sistemas digestivo e reprodutor.”                                   LER NA ÍNTEGRA.

Parece que o grande problema é não existirem, ainda, locais de coleta adequados; se você precisa descartar algum produto TENTE AQUI, talvez tenha sorte.

Outro ponto a ser considerado é o efeito nocivo da irradiação que as lâmpadas fluorescentes emitem e, até onde sei, é melhor usá-las em uma distância maior e dentro de uma luminária de vidro, o que aumentaria a proteção.

30/06/2014

MERA COINCIDÊNCIA.

Hoje, pela manhã, me deparei com essa lagarta perambulando pelo jardim de casa; fiquei intrigado com a bagagem que ela carregava - pequenos flocos que pareciam de algodão… A fotografei e fui pesquisar…

Os flocos são casulos com larvas de uma vespa, provavelmente Cotesia congregata. A vespa deposita suas larvas na lagarta e nela injeta substancias que paralisam a progressão dos estágios evolutivos impedindo a metamorfose; a lagarta nunca se transforma em borboleta mas continua se alimentando e às larvas da vespa; em alguns dias novas vespas saem dos casulos.

Trata-se, portanto, de um simples caso de parasitismo; uma das Relações Bióticas existentes na natureza; onde um ser (parasita) vive às custas de outro (hospedeiro) e qualquer semelhança com fatos e/ou pessoas conhecidas é mera coincidência.

19/06/2014

HOMEOPATIA LEIGA?

No Brasil a Homeopatia é, oficialmente, pratica pertinente à Farmácia, à Medicina, à Odontologia e à Veterinária; apesar disso, se valendo do famoso “jeitinho brasileiro”, estão proliferando cursos de “Homeopatia para leigos”, isto é, para pessoas que não possuem formação naquelas quatro áreas profissionais.

Não pretendo, aqui, entrar no mérito do legal x ilegal dessa conduta, quero sim destacar outros dois aspectos importantes:

O primeiro é a respeito do paciente e, sobre isso, de uma entrevista da farmacêutica Márcia Gutierrez, presidente da ABFH, destaco o seguinte trecho: “Diante de uma prescrição feita por profissional não habilitado, a prioridade é informar o paciente sobre os riscos dessa escolha. Talvez ele os desconheça… Por fim, a decisão sobre a estratégia terapêutica não é do médico, mas, sim, do paciente que pode, ou não, segui-la. Se, apesar de esclarecido e orientado, o paciente ainda optar por um tratamento irregular, o farmacêutico deve decidir se será parceiro ou não dessa irregularidade, que poderá colocar a saúde do paciente em risco, nesse momento, apenas assumido pelo farmacêutico, já que não há médico na história para assumir responsabilidade.”

O segundo ponto é a respeito da própria Homeopatia, uma excelente terapêutica que ainda é combatida - não importa se por desconhecimento ou por interesse econômico – a pratica leiga, com seus acertos e erros, a beneficiaria ou prejudicaria nessa “queda de braços”?

02/03/2014

Insônia.

Ainda com relação aos Benzodiazepínicos:

Algumas razões para não tomar pílulas para dormir é o titulo do artigo do Dr. Ric Day da Universidade de Nova Gales do Sul, publicado em 10 de fevereiro deste ano pelo Diario da Saúde.

É interessante e esclarecedor, vale a pena ler.

“Sabemos há muito tempo que não se deve tomar drogas hipnóticas por mais do que uma a três semanas, porque elas criam dependência e aumentam o risco de acidentes.

E agora há um crescente corpo de evidências mostrando que as drogas hipnóticas podem estar aumentando o risco de morte prematura.

Hipnóticos são medicamentos prescritos especificamente para ajudar as pessoas que sofrem de insônia a ter uma boa noite de sono. Isto inclui as pessoas que têm dificuldade para pegar no sono, bem como aquelas que lutam para não perder o sono no meio da noite.

Na classe de hipnóticos mais comumente receitados estão os benzodiazepínicos ou drogas estreitamente relacionadas a estes. Nesta classe de benzodiazepínicos estão o temazepam (Normison, Temaze), flunitrazepam (Hypnodorm) e nitrazepam (Mogadon).

Embora estes medicamentos sejam tipicamente prescritos para pessoas que sofrem de insônia, alguns outros benzodiazepínicos bem conhecidos, como o diazepam (Valium), oxazepam (Serepax) e alprazolam (Xanax) são prescritos também para ansiedade.

O grupo "Z" de novos medicamentos hipnóticos, tais como zolpidem (Stilnox) e zopiclona (Imovane, Imrest), são muito semelhantes às benzodiazepinas em seus mecanismos de ação e têm problemas idênticos.

 

Problemas e mais problemas:

Apesar das alegações em contrário, nenhum medicamento hipnótico oferece a mesma qualidade de sono que o sono natural. E há uma série de opções de tratamentos não-medicamentosos comprovados para a insônia, como técnicas de relaxamento simples, que são definitivamente melhores a longo prazo. As drogas hipnóticas, por outro lado, são viciantes, entorpecem as habilidades cognitivas, aumentam o risco de fraturas de quadril por quedas e tornam outros acidentes mais prováveis, especialmente quando combinadas com álcool. Elas também causam reações graves na abstinência, quando seu uso crônico é interrompido de repente. Tais reações incluem convulsões (com o risco de fraturas) mas, mais comumente, pioram a insônia (e muitas vezes a ansiedade), o que continua por semanas após a interrupção dos medicamentos.

Está ficando pior:

Somando-se às já graves preocupações com essas drogas, agora há estudos alarmantes que associam todos os hipnóticos com o câncer e a morte prematura.

Mais recentemente, um estudo com mais de 10.000 pessoas com idade média de 54 anos, às quais foram receitados hipnóticos, descobriu que elas tiveram um aumento de três vezes ou mais do risco de morte em comparação com aquelas que não tomaram os medicamentos.

Os pesquisadores estimaram entre 300.000 a 500.000 as mortes em excesso a cada ano apenas nos Estados Unidos associadas ao uso dos remédios hipnóticos. E não importa que hipnótico seja examinado, o que inclui a atuação das novas drogas "Z", como zolpidem (Stilnox).

Este estudo bem realizado soma-se a mais de 20 outros associando estas drogas à morte prematura ou a um diagnóstico de câncer.

Mas, apesar das incertezas que subsistem [com relação a estes estudos], este é outro forte sinal para os médicos e para a comunidade para terem cuidado com o uso crônico de medicamentos hipnóticos.

Certamente não há nenhuma boa razão para o uso de hipnóticos a longo prazo. E há opções não medicamentosas eficazes para o tratamento da insônia que não são usadas com a frequência suficiente.”

14/02/2014

Benzodiazepínicos – Uso indevido.

Vivo, no meu dia a dia profissional, uma realidade que foi muito bem retratada em um artigo publicado pela revista Ciência e Saúde Coletiva, em abril de 2013, intitulado Contextos e padrões do uso indevido de benzodiazepínicos entre mulheres e que tem como autoras Ana Rosa L. de Souza, Emérita S. Opaleye e Ana Regina Noto do Departamento de Psicobiologia da Universidade de São Paulo. 

Posto aqui, o RESUMO.

Estou convicto de que essa realidade é do interesse de muitos.

“O uso indevido de benzodiazepínicos, especialmente entre mulheres, tem despertado preocupação na área de saúde pública. Este estudo objetivou compreender qualitativamente crenças e valores associados ao consumo indevido dessa substância por mulheres. Foram entrevistadas trinta e três mulheres (18-60 anos) com histórico de uso indevido de benzodiazepínicos no último ano, selecionadas intencionalmente e por critérios. Os discursos foram transcritos e submetidos à análise de conteúdo com auxílio do software NVivo. A maioria das entrevistadas referiu tempo de uso bem superior ao recomendado (mediana: 7 anos) e compra com receita médica. Os motivos de uso mais citados foram diminuição da ansiedade, problemas de insônia e fuga dos problemas. Apesar de reconhecerem a possibilidade de dependência, esta não motivou a interrupção do uso. O acompanhamento médico não pareceu, necessariamente, estimular a percepção de risco dos benzodiazepínicos, sendo um fator que favoreceu a manutenção do uso prolongado.”

Para ler na íntegra.

12/09/2013

Uma pergunta.

Quase todo dia atendo alguém que se diz decepcionado(a) com a vida. Creio que não se trata de decepção com a vida mas de desapontamento com as pessoas que, às vezes, fazem com que nos sintamos como “estranhos no ninho”.

Essa manhã, em minha caixa de mensagens, encontrei esta:

“Heráclito e Demócrito foram dois grandes filósofos gregos da Antiguidade. Diante da miséria humana, Heráclito chorava. Demócrito ria. No correr dos dias nós vemos uma série infinita de absurdos e de patifarias. Alguém a quem você fez bem retribui com ódio. A inveja parece onipresente. Você tropeça e percebe a alegria mal disfarçada dos inimigos e até de amigos. (Palavras do frasista francês Rochefoucauld: sempre encontramos uma razão de alegria na desgraça de nossos amigos). A hipocrisia é dominante. As decepções se acumulam. Até seu cachorro se mostrou menos confiável do que você imaginava. Em suma, a vida como ela é. Diante de tudo isso, as alternativas estão basicamente representadas nas atitudes opostas de Heráclito e Demócrito. Você pode chorar. E dedicar o resto de seus dias a movimentos que alternam gemidos de auto piedade e consumo de antidepressivos de última geração. Ou então você pode rir. Sêneca comparou a atitude de Heráclito e Demócrito para fazer seu ponto: ria das coisas, em vez de chorar.

Mesmo o alemão Schopenhauer, o filósofo do pessimismo, reconhece sabedoria na jovialidade. No seu livro Aforismos para a Sabedoria de Vida, Schopenhauer, que viveu no século XIX, escreveu: “Acima de tudo, o que nos torna mais imediatamente felizes é a jovialidade do ânimo, pois essa boa qualidade recompensa a si mesma de modo instantâneo. Nada pode substituir tão perfeitamente qualquer outro bem quanto essa qualidade, enquanto ela mesma não é substituível por nada”.

Paulo Nogueira”

Por favor, me ajudem a pensar… Se, cada vez mais, me deparo com pessoas que lamentam as mazelas e misérias humanas porque temos a impressão de que “a coisa vai de mal a pior”?

28/04/2013

Compaixão 2.

Em um canal de TV a cabo uma vinheta cômica diz:

“Rir é saudável, não é preciso ser médico para saber disso.”

Também não precisei me tornar médico para saber que meditar é saudável, mas saber que estimula diretamente a compaixão é alentadora novidade.

Para tudo que o ser humano pode fazer existem neurônios, em áreas especificas do cérebro, que precisam ser ativados; assim é para andar, falar, escrever, ver, ouvir e também sentir compaixão. Se as estruturas físicas estiverem íntegras ver e ouvir é automático, compreender o que é visto e ouvido depende de aprendizado; para andar e falar é necessário aprender mas é praticamente automático porque (quase) todas as pessoas fazem isso e as imitamos; já aprender outra língua exige interesse e empenho; e quanto à compaixão?

Compassividade é sentimento/comportamento que temos de aprender e desenvolver, e os neurônios responsáveis encontram-se no córtex pré-frontal ventromedial do cérebro que, até onde sei, representa a estrutura mais nobre e recente no processo evolutivo da espécie humana… Toda espécie desenvolve, exclusivamente, os atributos necessários para sua sobrevivência, nada é supérfluo, portanto é correto entender que se nossa espécie desenvolveu as estruturas necessárias para sermos compassivos é porque nossa sobrevivência depende também disso… Empatia e compaixão equilibrando o poder destrutivo do homem… Saber que meditação colabora com nossa evolução e sobrevivência é realmente alentador.

È necessário meditar, não é preciso ser médico para saber disso!

20/04/2013

Compaixão.

Recebi de um colega homeopata o texto abaixo:

“A meditação parece ser uma prática tão benéfica que os cientistas têm-se perguntado "Por que a meditação tem tantos efeitos positivos?".
Ainda assim, a maioria dos pesquisadores tem dado atenção aos benefícios da meditação sobre o cérebro e o corpo, ou seja, sobre o hardware.
Paul Condon e David DeSteno, da Universidade Northeastern (EUA) queriam ir além do corpo, olhando para o "software" humano.
Eles então projetaram um estudo para avaliar se a meditação pode ter um impacto sobre aspectos mais espirituais, como a compaixão e a harmonia interpessoal.
Várias tradições religiosas, sobretudo o budismo, afirmam que a meditação faz exatamente isso, mas os cientistas precisam de suas tradicionais "provas", do tipo que possam ser repetidas por outros pesquisadores de forma sistemática.
No conceito budista, a compaixão é geralmente definida como a capacidade que alguém apresenta para sentir plenamente a situação de uma outra pessoa - de forma mais ampla, de todas as outras pessoas e de todos os seres vivos.
Cenário cruel
Os voluntários foram divididos em grupos, e submetidos a dois tipos de prática de meditação, ambos com duração de oito semanas.
Ao final, eles foram submetidos a testes para avaliar seus níveis de compaixão e interesse pelo sofrimento alheio.
O teste consistiu em um cenário em que um ator entrava com demonstração de dor para participar
daquilo que os voluntários acreditavam ser apenas mais uma etapa do estudo.
Além de não saberem que estavam junto a atores e nem que estavam sendo testados, os participantes foram instruídos a não fazer contato com nenhuma outra pessoa na sala.
Mais do que isso, a sala estava cheia de outros atores, instruídos a não ajudar o indivíduo com dor - assim que ele entrava, os demais atores disfarçavam olhando um livro ou mexendo com o celular.
Aí está a prova
Entre os participantes do grupo de controle, que não tiveram qualquer treinamento de meditação, apenas 15% tentou ajudar o ator que chegava aparentando sofrimento.
Entre os meditadores, o nível de auxílio chegou aos 50% - o resultado foi o mesmo para os dois tipos de meditação avaliados.
"O aspecto verdadeiramente surpreendente deste resultado é que a meditação tornou as pessoas dispostas a agirem virtuosamente - ajudando o outro que estava sofrendo - mesmo em face de uma norma direta para não fazê-lo," disse DeSteno.
"O fato de que os outros atores estavam ignorando a dor cria o 'efeito espectador' que, normalmente, tende a reduzir a disposição para ajudar. As pessoas muitas vezes se perguntam 'Por que eu deveria ajudar alguém, se ninguém está fazendo isto?'," comenta o pesquisador.
Estes resultados parecem provar algo que os budistas têm dito há muito tempo, que a meditação
leva as pessoas a experimentar mais compaixão e mais amor por todos os seres sencientes.
Mas, mesmo para os não-budistas - nenhum dos participantes era budista e nem havia feito meditação antes - os resultados oferecem uma prova científica de que a meditação altera positivamente as avaliações morais dos indivíduos.”

Para que esta postagem não fique muito longa deixo meus comentários para a próxima… Obrigado por sua visita e até lá!

14/04/2013

MOVIMENTO ZEITGEIST.

Recebi, de um amigo, comentários sobre o Movimento Zeitgeist , o assunto me interessou sobremaneira e comecei a ler à respeito; logo encontrei opiniões favoráveis e contrárias. Como todo médico homeopata está acostumado a que seu próprio trabalho seja motivo de polêmicas resolvi publicar o prefácio do livro The Zeitgeist Movement e deixar a cada um a decisão de se aprofundar, ou não, no tema.

Prefácio

O Movimento Zeitgeist é o braço ativista do Projeto Venus, o qual compreende o trabalho de toda uma vida do designer industrial e engenheiro social Jacque Fresco. Jacque atualmente mora em Venus, Flórida, onde trabalha lado a lado com sua sócia Roxanne Meadows. Agora, que se faça compreendido que o senhor Fresco será o primeiro a lhe dizer que suas perspectivas e avanços não são inteiramente seus, mas tão somente frutos da evolução da investigação científica, preservada desde a aurora da antiguidade.

Em termos simples, o que o Projeto Venus representa e o Movimento Zeitgeist, portanto aprova, poderia ser resumido em: "aplicação do método científico em benefício social".

Através da aplicação humana da ciência e tecnologia para o design social e a tomada de decisões, nós temos os meios para transformar nosso ambiente tribal, voltado à escassez e repleto de corrupção em algo extremamente mais organizado, equilibrado, humano, sustentável e produtivo.

Para fazer isso, temos de compreender quem somos, onde estamos o que

somos e como vamos alcançar nossas metas.

Dado o corrente estado das atualidades, muito do que abordaremos na primeira parte deste livro, o leitor pode achar que nós não apenas desejamos tomar outro rumo.

Temos de fazê-lo. O atual sistema econômico está desmoronando num ritmo acelerado, com a expectativa de desemprego aumentando numa escala nunca vista antes ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, estamos chegando ao "fim da linha" no que diz respeito à destruição do meio-ambiente.

Está provado que nossos atuais métodos de conduta social não têm chance

de resolver problemas como à destruição ambiental, os conflitos humanos, a pobreza, a corrupção e qualquer outro que reduza a possibilidade de

sustentabilidade humana coletiva em nosso planeta. Está na hora de crescermos enquanto espécie e realmente examinarmos quais são nossos verdadeiros problemas e suas soluções, por mais desconfortáveis, não tradicionais e estranhos que eles possam parecer.

Esta obra irá primeiramente apresentar os atuais problemas econômicos que enfrentamos, reconhecendo suas raízes, conseqüências e inevitabilidades, apresentando em seguida soluções derivadas de uma avaliação do que é de fato relevante para a vida e a sociedade. Além disso, serão providenciadas informações sobre como cada um de nós pode ajudar neste desafio, assim como a apresentação de métodos de comunicação e ativismo que, com sorte, acelerarão o processo de transformação.

É muito importante àqueles que começarem esta leitura fazer uma pausa e pensar sobre a janela de perspectiva na qual foram doutrinados. Considerando a atual vastidão dos valores e ideologias humanos, somada à identificação com uma específica linha de pensamento, tradição ou noção de realidade que cresce com o tempo, pode ser difícil e até doloroso para uma pessoa rever ou remover seus estimados conceitos que considerou como  verdades por muito tempo.

Essa associação "egoísta", combinada a um estado perpétuo de "conhecimento limitado" que cada um de nós possui, será o maior obstáculo que muitos enfrentarão quando lerem as informações aqui presentes.

É hora de ampliarmos nossa lealdade e filiações para além dos estreitos confins do mercado, da tradição e da nação-estado para abrangermos a espécie humana como um todo, juntamente com o ambiente planetário que sustenta a todos nós.

Está na hora de vermos a Terra como um conjunto orgânico inseparável, uma entidade viva composta por incontáveis formas de vida, todas unidas numa única comunidade.

Se a própria natureza nos ensinou alguma coisa, foi que a única constante é a mudança. Não existem utopias. Por isso, para crescermos produtivamente enquanto espécie, temos de nos tornar especialistas em "mudar nossas ideias" a respeito de tudo. Se você escolher abordar este material com um esforço consciente para manter a mente aberta e ser objetivo, sentimos que as ideias aqui expressas irão realinhar sua visão de mundo, você mesmo, e o futuro de sua família de uma forma mais produtiva, humana e eficaz.

A obra, na íntegra, se encontra em: http://pt.scribd.com/doc/53695622/Guia-de-Orientacao-ao-Ativista-O-Movimento-Zeitgeist