25/09/2010

Passado/Futuro.

Cansei...

Certo dia resolvi não mais lutar para ter um bom futuro...

Percebi que, por me preocupar em excesso com um futuro que teimava em não atender meus desejos, eu não tinha um passado realmente bom… estava em um ‘atoleiro’… ansiava pelo futuro e lamentava o passado.

Decidi que, daquele dia em diante, ia 'batalhar' para ter um bom passado, e como fazer isto se o agora, daí a pouco, já seria passado e imutável?

Comecei por reavaliar meu conceito de performance ideal... para tudo, tudo mesmo, eu tinha um conceito rígido, exigente e ás vezes equivocado, de ideal e, como raramente o atingia, frequentemente me sentia decepcionado… decidi que, dali para a frente, o ideal para mim seria o melhor possível dentro das circunstâncias do momento.

Em conseqüência parei de desejar ou aguardar circunstâncias ideais para realizar minhas tarefas ou planos, quando o momento ou oportunidade chegava aquela era a hora e o 'deixar para depois' desapareceu.

Mutum 121a

E por passar a buscar o melhor possível em circunstâncias não totalmente favoráveis, eu tinha que estar atento  e surgiu em mim o estar totalmente presente, inteiro naquilo que fazia.

Estar totalmente presente tornou mais prazeroso o que fazia e melhorou minha performance; começaram a aumentar os acertos no meu passado imediato, e à medida que o tempo fluiu, ficou evidente que construía um bom passado e, interessante!…isso melhorou bastante minhas perspectivas futuras.

image

18/09/2010

Medicamentos – Serpentes.

image Símbolo dual do bem e do mal as serpentes exercem, desde sempre, um fascínio que deu origem a mitos e lendas ao redor do mundo:

No folclore brasileiro o Boitatá, cobra que cospe fogo, protege as matas dos incêndios, queimando as pessoas que os provocam; também faz parte de nossas ‘estórias’ a “Cobra que mama”; ela coloca o rabo na boca do recém nascido enquanto suga o leite da mãe que nada percebe.

Ouroborus Símbolo de renovação e regeneração por, periodicamente, mudar de pele e ressurgir renovada, também deu origem ao mito universal do Ouroborus, serpente que forma um anel por ter na boca a própria cauda, representando o que nunca termina e que sempre se renova.

A Kundalini, ‘serpente enrolada na base da coluna vertebral’, representa o poder espiritual primordial, uma energia transformadora que trabalhada se expande em direção aos chakras superiores, para alcançar o objetivo maior do Yoga que é a paz interior e realização divina ou samadhi.

Por sua influência sobre Eva nos jardins do Éden, representa a sedução e também a desobediência às leis Divinas sendo, por esse motivo, associada a uma representação do mal.

Na medicina, “A contraposição de duas serpentes, como no caduceu de Mercúrio, indica o equilíbrio de forças, a contraposição da serpente domada (força sublimada) à selvagem (bem e mal, saúde e doença). Esta imagem repetida também inclui, como assinala Jung com muita acuidade, o pressentimento da homeopatia, a cura por aquilo que causou o mal.” (1)

E, de fato, nos medicamentos homeopáticos a cura também a partir desses venenos usualmente fatais, sendo que... “Quanto maior o veneno, maior o remédio; e alguns dos medicamentos de ação mais rápida e heróica em doenças desesperadoras são os venenos de cobra. Eles curam, claro, somente as condições que eles produzem; mas, quando usados com o propósito de curar, estes venenos devem ser dados em doses pequenas e inócuas; e somente para pessoas cujos sintomas (físico,mental ou moral) lembram os sintomas do veneno. Neste caso o poder curativo é surpreendente.” (2)

Parte integrante de totalidades sintomáticas características de cada um deles, os medicamentos oriundos destes venenos apresentam no 'mental':

Lachesis - “Kent diz: 'egocentrismo, presunção, inveja, ódio e crueldade; um excessivo amor próprio. Todos os tipos de insanidade impulsiva; ...'. Mas dentro da insanidade real que ele descreve, certas coisas sobressaem, indicando Lachesis. CIUMENTO, DESCONFIADO;”(2) e, sem dúvida, loquacidade.

Crotalus horridus - “Desconfiado e mordaz; loquacidade...resmungará, confundirá e hesitará nas palavras... um grave estado passivo com embriaguez;” (2)

Elaps corallinus. - ”Desatenção. Depressão de espírito, desejo de solidão. Medo de ficar sozinho, como se algo terrível pudesse acontecer. Irritado consigo mesmo, não deseja falar”. (3)

“Deprimido, imagina ouvir alguém falando. Medo da chuva. Medo de sofrer um derrame. Pode falar, mas não podem entender sua fala.” (4)

Naja tripudians “Medita constantemente sobre problemas imaginários. Insanidade suicida. Deprimido. Aversão a falar. Fala de modo ininteligível. Melancolia. Teme ser deixado sozinho. Medo da chuva.” (5)

(1) – Dicionário de símbolos – Juan - Eduardo Cirlot.                         (2) – Retratos de Medicamentos Homeopáticos – Margaret L, Tyler.   (3) – Text Book of Materia Medica. – Adolph Lippe.                           (4) – Devendra Kumar – http/homeoresearch.blogspot.com/2010/01/elaps-corallinus.html                                                                                  (5) – Matéria Médica Homeopática – Boericke.

11/09/2010

Medicamentos – Avena sativa.

image Dizem que a aveia (Avena sativa) vicejava como erva daninha em meio às plantações de cevada; percebida sua utilidade passou a ser cultivada separadamente e, desde antes da era cristã, usada na alimentação animal e humana; atualmente é usada também na medicina, sendo que o medicamento homeopático, preparado à partir da planta verde e fresca em flor…

“Tem uma ação seletiva sobre o cérebro e o sistema nervoso, influenciando favoravelmente suas funções nutritivas... Adequado para insônia nos alcoólatras... Fraqueza sexual, esgotamento nervoso... Incapacidade de manter a atenção em qualquer assunto.” (1)

Esgotamento nervoso, após doença esgotante ou excessos sexuais. Esgotamento nervoso, com dificuldade de pensar, de trabalhar, de fixar sua atenção. Falta de tonicidade geral com insônia. Tendência à tristeza e à melancolia. Cefaléia…, com irritabilidade, prostração nervosa e insônia.” (2)

image

… valioso (Clarke) para superar a morfinomania e, possivelmente, outras dependências químicas;… Alcoolismo.” (3)

Outro ‘pequeno’ medicamento homeopático que se torna ‘grande’ quando, levando-se em consideração a totalidade sintomática do sujeito, é adequadamente prescrito.

(1) Boericke – Matéria médica homeopática.  

(2) Vannier, L. e Poirier, J. – Tratado de Mat. Méd. Homeopática

(3) Vijnovsky, B. – Tratado de Mat. Méd. Homeopática.

 

09/09/2010

Tempo x Rotina.

Eureka!

Descobri que descobriram a razão pela qual o tempo parece passar tão rápido de uns tempos para cá.

Me deparei com uma reportagem da qual reproduzo trechos:

“A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS / Por Airton Luiz Mendonça

Nosso cérebro é extremamente otimizado.

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, enfim as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a rotina.”

O remédio? Mudanças… quebrar a rotina.

image

03/09/2010

Medicamentos – Abies canadensis

image O uso das árvores de várias espécies de abeto (Abies) na comemoração do nascimento de Cristo (Natal) pode ser uma derivação de um costume muito mais antigo: O uso pelos egípcios, de folhas de palma, simbolizando a vitória da vida sobre a morte, durante o solstício de inverno.

Considerado ‘pequeno’, por ter sido pouco estudado, o  medicamento homeopático Abies canadensis, segundo Chase e Pawlik,  acarretaria no aspecto mental, quando adequadamente prescrito, o seguinte:

“Aberto para as mudanças: Passando a aceitar as mudanças em sua vida através do desenvolvimento da fé, contribuindo para o equilíbrio emocional nas circunstâncias diárias, encorajando-o a se abrir para o aprendizado. Mais do que questionar ou julgar os eventos o indivíduo passa a aceita-los com equanimidade, deixando que as mudanças fluam quando necessárias. Ajuda a dissolver a complacência, libertando-o do modo de fazer e compreender as coisas do passado.”

Abies é ‘pequeno’ na quantidade de sintomas conhecidos, mas não são pequenos os benefícios que pode proporcionar; equilíbrio, equanimidade e aceitação não são fáceis de alcançar, principalmente em tempos ‘bicudos’.

OBS   -  As partes do texto sublinhadas, foram alteradas em prol da compreensão; o original se encontra em: http://www.cesaho.com.br/biblioteca_virtual/arquivos/arquivo_64_cesaho.pdf

28/08/2010

Alzheimer.

Cresci ouvindo palavras cujas grafia e pronúncia corretas só mais tarde descobriria; giriza vim a saber se tratava de ojeriza, abicedado na verdade seria obsediado… e muitas outras; mas eu sabia exatamente o que cada uma significava pelo sentido das conversas; no entando, de caduco, que era pronunciada corretamente, eu apreendi um sentido diferente do real por ela ser usada de forma amena e até carinhosa em frases como:

- Temos que ter paciência com tia fulana, ela está caducando.

- Viu seu beltrano? Depois que caducou está calmo que é uma beleza.

- Gosto tanto da vó sicrana… ela está caduquinha!

Ademais os ‘caducos’ viviam entre as ‘gentes’ numa boa e, para mim, caducar não parecia coisa ruim, vez ou outra eu até gostaria de caducar, quem sabe teriam paciência com minhas ‘artes’?

Hoje, que tudo é uma ‘modernice’ só, ninguém mais caduca... desenvolve doença de Alzheimer... e um pavor imenso ataca aqueles que começam a esquecer algumas coisinhas, que vez ou outra cometem uma confusãozinha, que aqui e ali usam uma palavra fora de contexto... essas eventualidades passiveis de acontecer nessa atribulação nossa de cada dia.

Mas, se esse pavor, na maior parte das vezes, não é justificado, o desejo de ser saudável é; e se antes a ciência era totalmente pessimista à respeito da deterioração cerebral, hoje não mais; e assim como exercitamos os músculos para sermos ‘sarados’, podemos exercitar o cérebro para continuarmos sãos.

‘Mens sana et corpore sano’.

Existe vasta literatura ensinando como exercitar nosso cérebro, basicamente seria aprender coisas novas e realizar coisas já sabidas de modo diferente, p.ex.:

Aprender outro idioma.

Aprender a dançar.

Realizar tarefas cotidianas com os olhos fechados.

Fazer palavras cruzadas.

Usar a mão não dominante.

Mudar a rotina.

E muitas outras coisas.

Certo é que, para dificultar a ‘caduquice’, temos que sair da frente da televisão limitante e emburrecedora e colocar mãos à obra.

Exercitando seu cérebro

9642

“Para que lado a mulher está se movendo? Se você a vê se movendo em sentido horário, você está usando o lado direito do seu cérebro; se você a vê se movendo em sentido anti-horário, você está usando o lado esquerdo do cérebro. Algumas pessoas podem vê-la se movendo para os dois lados, mas a maioria não consegue.
Tente vê-la se movendo nas duas direções. Se você conseguir fazer isso, já é uma vitória (não há números para o Brasil, mas estima-se que apenas 14% da população norte-americana consegue vê-la se movendo para os dois lados). E se conseguir fazer isso SEM TIRAR os olhos dela ou piscar (e voluntariamente), seu QI é acima de 160, segundo um teste da Universidade de Yale (que desenvolveu essa figura)
 

Fonte:http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=09642

26/08/2010

Medicamentos - Coffea.

image Conta a lenda que um pastor árabe observou que suas ovelhas ficavam mais espertas e ativas após comerem os frutos de determinado arbusto (Coffea arábica)... daí para o preparo de uma infusão que o deixava alerta e sem sono foi um passo...Pelo sim, pelo não, verdade é que o café, quando consumido em excesso, pode provocar excitação e insônia;

“... insônia, não por agitação, desconforto ou dor, mas a insônia de um cérebro muito alerta e acordado pelo prazer, excitação ou estresse e atividade mental.” (1)02

E se dele são feitas, além do tradicional cafezinho, várias guloseimas; também dele se originam dois medicamentos homeopáticos que possuem, entre outras, a capacidade de evitar ‘noites em claro’:

Coffea cruda – Preparado a partir do café cru apresenta, dentro de um amplo perfil, o seguinte quadro: “Inusitada atividade mental e física. Repleto de idéias, pronto para agir, mais à noite; cheio de fantasias e planos para o futuro. Tem um verdadeiro aumento das faculdades intelectuais, com rapidez de pensamento e ação, e grande afluxo de pensamentos. De suma utilidade em afecções derivadas de emoções repentinas e, mais especificamente, produzidas por surpresas agradáveis.” (2)

Coffea tosta – Preparado a partir da infusão de grãos de café torrados apresenta “Insônia total. Acorda muitas vezes. Quando está quase dormindo, sobressalta-se bruscamente, com medo de cair ou de algum perigo iminente.” (2)

Portanto, usar Coffea adequadamente é receita para ‘bons sonhos’.

(1) Margaret Tyler – Retratos de Medicamentos Homeopáticos.

(2) Bernardo Vijnovsky – Tratado de Matéria Médica Homeopática.

SONO NA MEDIDA CERTA.

22/08/2010

Contrariedades do dia a dia.

Temos, intolerantes que somos, tendência a dar muita importância e valor ao que nos incomoda e contraria, chegando a permitir que coisas muito pequenas nos desequilibrem e estraguem nosso dia; mas, se observarmos bem, considerando a impermanência das coisas, tudo se torna, como disse Robert Elliot, ninharias…As  contrariedades são ninharias, são como moscas…Ou, pelo menos, deveriam ser.

Tenho consciência de que pouquíssimas pessoas possuem a capacidade de abstração representada na analogia do vídeo; mas todos nós podemos desenvolver recursos para, na hora das preocupações e inconveniências diárias, tentar mudar nosso comportamento usual; - a postagem Condição humana/Hábitos  de 07/03 aborda esse assunto. Tenho certeza que nosso sistema imunológico e aqueles que conosco convivem  agradeceriam.

19/08/2010

Aurum metallicum.

image

A referência ao ouro na postagem anterior induziu-me a reler matérias médicas homeopáticas de Aurum metallicum; poderoso medicamento que, entre outros preciosos benefícios, já evitou que muitos pacientes com ideação suicida passassem ao ato; evidentemente quando prescrito na potência e doses adequadas a cada paciente.

Em Jacques Lamothe, homeopata francês, encontrei:

“... Para o alquimista, a meta de iniciação através da transformação do chumbo em ouro era a transformação mística do homem em Deus por Deus. Símbolo yang do conhecimento, da imortalidade para os chineses.”

E ainda:

“... Ao contrário da alquimia, o ouro também é o signo do materialismo, da degradação do homem, às vezes da sua perversão. É um tesouro ambivalente. Ele permitiu ao homem encontrar tanto a luz divina quanto as trevas da falsa potência... e o desespero.”

Também aqui a dicotomia que acompanha o caminhar humano... e a escolha, o arbítrio... o bem ou o mal não está nas coisas , mas no uso que das coisas se faz.

15/08/2010

Insano garimpo.

Na maior parte das conversas queixas que se repetem:

Falta de tempo, de dinheiro, de lazer...

Excesso de preocupação, de ansiedade, de medo.

 

Em minha juventude emprestávamos cigarros uns aos outros...

Hoje é comum emprestarem antidepressivos e ansiolíticos.

 

Em qualquer lugar pelo qual passem pessoas, é possível observar a mesma situação:

Uma correria que não para…

Pessoas que não se olham…

Não se cumprimentam…

Não sorriem…

Semblantes preocupados e sofridos.

 

Nos escritórios, lojas, bancos, empresas, ruas...

Em quase todo lugar...

A busca frenética pelo ‘ouro’.

 

Esse estado das coisas me remete a uma situação presenciada anos atrás:

O garimpo de serra pelada, que me deixou uma certeza:

Garimpar é uma inútil tentativa de encontrar o que não se perdeu...

Está me parecendo que grande parte das pessoas, sem se darem conta, estão em um garimpo...

Menos terra, menos poeira, menos suor mas, ainda um garimpo…

Um imenso e insano garimpo.

serra 17

Imagem retirada de: http://www.youtube.com/watch?v=rvZmq0a-BV4&feature=related