25/06/2011

Felicidade

Frei Beto escreveu, um amigo me enviou e como gostei repasso…

“Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China.

Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.

Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã... '. 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!

Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.

Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!'

Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.

Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental, três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.

Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center.

É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo.

E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.

Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.

Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório.

Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...

Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.

Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas.

Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:

‘Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!’.”

05/06/2011

Dia do Meio Ambiente.

28-Flor de maioAs flores desta foto, que já esteve no cabeçalho, estão desabrochando e são prova viva da fantástica capacidade da natureza de produzir maravilhas quando as condições do meio são favoráveis.

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Trago-as, em imagem, para celebrar o dia 05 de junho que, desde 1972, por iniciativa da Assembléia Geral das Nações Unidas é considerado o Dia Mundial do Meio Ambiente.

28/05/2011

Física Quântica x Fast Food.

Saí da palestra A Dimensão Quântica do Ser na Saúde Integral, proferida por Wallace de Liimaa, surpreendido com a simplicidade dos conceitos; apesar de fazer parte de um grupo que estuda física quântica há algum tempo eu ainda a pensava como coisa complicada; mas não existe nada de complicado, ela permeia nosso dia a dia e estamos de tal maneira acostumados a ela que nem a percebemos.

Na minha prática médica, digo àqueles que me procuram, que a pessoa que alimenta adequadamente seu corpo, sua mente e sua alma (terreno) raramente adoece, pois seu sistema imunológico é eficaz… Em sua palestra Wallace cita a divergência entre o cientista Pasteur e o fisiologista Claude Bernard à respeito do que consideravam causa de adoecimento, Pasteur desfaz a discordância, em seu leito de morte, com a frase “Claude Bernard estava certo, o micróbio não é nada, o terreno é tudo”.

Chegando em casa encontro, em minha caixa de e-mails, uma mensagem que versa sobre uma parceria do  Ministério da Saúde com a rede McDonald's dentro do programa “Amigos da Saúde”; como se fast food, seja de que bandeira for, fizesse bem à saúde! Não faz, desequilibra o terreno de quem ingere.

Estas ‘coincidências’ é o que a Física Quântica denomina Hierarquia Entrelaçada…

Muitas pessoas assinarem a Petição Pública que acompanha referida mensagem e com isso conseguir que “seja retirado o endosso do Ministério da Saúde à rede de lanchonetes McDonalds e que sejam elaborados critérios mais adequados para a inclusão de “parceiros” no programa “Amigos da Saúde”” é o que em Física Quântica se denomina Colapso de Onda.

Vamos colapsar essa idéia assinando a Petição?

22/05/2011

‘Dê a Cezar o que é de Cezar’.

Sempre foram comuns, mais agora nesta maluquice contemporânea, dois tipos inter-relacionados de comportamentos…

O de pessoas compassivas que sempre se preocupam com os outros, que deixam as próprias necessidades de lado e acodem as necessidades alheias… São elogiadas como altruístas e algumas chegam a um tal grau de altruísmo, em detrimento da própria vida, que as batizei suicidárias ou suicidas solidárias.

Na contrapartida, o comportamento de pessoas que se colocam como prioridade, exploram os outros e muito raramente pensam em quem quer que seja, só em si mesmas… São as pejorativamente designadas egoístas e que se dão muito bem quando encontram uma, ou mais, daquelas ditas altruístas…

Comecei a avaliar mais detalhadamente esses comportamentos e observei algo interessante que me suscitou dúvidas…

Uma pessoa, dita egoísta, que busca que outra faça tudo por ela, sendo por isso criticada e a outra elogiada, estaria sendo, inconscientemente, altruísta?

Uma pessoa, dita altruísta, que busca fazer tudo por outra, sendo por isso elogiada e a outra criticada, estaria sendo, inconscientemente, egoísta? 

De novo, a validade de antigas filosofias?

Há séculos é dito que ‘O equilíbrio está no meio’, e pessoas sadias não fazem ou pedem excessivamente, elas assumem suas responsabilidades e entregam as outras a quem de direito; o que é também um preceito bíblico - ‘Dê a Cezar o que é de Cezar’.

19/05/2011

O que é saúde?

Uma leitora deste blog disse que escrevo pouco sobre saúde, que deveria, por exemplo, escrever sobre alergias, pois que homeopatia é muito bom para alergias.

Tentei, julgo que em vão, fazê-la compreender que escrever sobre essas coisas é escrever sobre doenças e não sobre saúde e que já existem escritos suficientes sobre elas.

Mas, analisando a questão sob o ponto de vista dela, eu realmente escrevo pouco sobre ‘saúde’, umas poucas receitas de fitoterápicos, uns poucos perfis de medicamentos homeopáticos, algumas noticias do Ecomedicina e só; na maioria das postagens abordo o que julgo inadequado no comportamento humano na tentativa, que espero não seja vã, de realçar uma contrapartida mais coerente com um viver harmonioso.

Mais foi bom ela ter-me dito aquilo, deu-me oportunidade de pensar nas diversas definições de saúde e reafirmar o que é, de fato, saúde.

Deparamos-nos com diversas definições, cada uma delas representante de uma forma de pensar o humano, cada uma delas verdade parcial a respeito de um ser cuja magnitude está longe de ser alcançada… Por alguma delas temos que nos nortear ao cuidar de outrem... Penso que, independente de pela qual se opte, ela deverá ser acrescida de um conceito encontrado nos adeptos da cura quântica – O equilíbrio está na coincidência entre o que necessitamos e o que desejamos; se desejo mais ou menos do que necessito estou em desequilíbrio. Considero este conceito bastante próprio e até atrevo-me a dizer que ele não apenas extrapola o somático mas abarca todas as nuances do viver e dá, na lide do cuidar, parâmetros bastante abrangentes e seguros.

11/05/2011

Akatu – Tudo a ver.

Dia desses, bem cedinho, levando meus filhos para a escola…

Na grade de um bueiro, várias garrafas plásticas de refrigerante vazias, muitos copos descartáveis e outros ‘bagulhos’…

Minha filha comentou – “Teve festa por aqui ontem”.

Pensei em escrever sobre o assunto, fui dar uma pesquisada para não escrever besteira e encontrei o site akatu.org.br, o que me poupou o trabalho.

Na Wikipédia – “A palavra Akatu vem do tupi e significa, ao mesmo tempo, semente boa e mundo melhor. É o que o Akatu propõe: que os consumidores se tornem sementes boas para a construção de um mundo mais sustentável. Representa a convicção de que um mundo melhor está contido nos gestos cotidianos de cada pessoa.”

Entrem lá, tem tudo a ver com as necessidades atuais do bem viver, inclusive com a realização de festas mais sustentáveis.

04/05/2011

Ação pelo semelhante – Notícias.

-Macaé distribui remédios homeopáticos em campanha contra a dengue.

http://www.ecomedicina.com.br/site/conteudo/noticia70.asp

-Faculdade do Paraná oferece especialização em Fitoterapia.

http://www.ecomedicina.com.br/site/conteudo/destaque23.asp

30/04/2011

Bolsos vazios e corações intranqüilos – 2.

“Não existe coração tranquilo com bolsos vazios...” disse meu amigo…

Conheço pessoas que independente de sua real situação sempre se dizem apertadas, de bolsos vazios… O que ‘bolsos vazios’ significa de fato?

Totalmente vazios?

Vazios sempre?

Vazios às vezes?

Vazios no meio do mês? Como dizem muitos- “Sempre sobra mês no fim do meu salário”?.

Vazios assim que termina o mês?

Vazios depois de colocadas as sobras na poupança?

Vazios após satisfeitos os planos de aplicações e investimentos e/ou após viagem internacional de longa duração?

Vazios como? Vazios quando?…

Nos primórdios, o que determinaria a quantidade de comida que um humano poderia levar para sua caverna seria, simbolicamente, o tamanho da clava que ele tivesse capacidade de usar; maior a clava maior a caça; só que não existiam geladeiras e não era prudente ou conveniente tentar abater um animal maior do que se poderia comer... Hoje não mais portamos clavas, não mais caçamos, compramos coisas nas lojas; a clava foi substituída pelo ‘contra-cheque’, quanto maior o ‘contra-cheque’ mais se pode levar para as cavernas contemporâneas que, por meandros, podem se estender até às ‘suíças’ do capital - verdadeiras geladeiras de dinheiro.

Esses assuntos já foram abordados em postagens passadas - Concordo com a fala de meu amigo somente quando os corações ficam intranqüilos pela subsistência estar imediatamente ameaçada ou a curto prazo, nos outros casos a intranqüilidade não se justifica, trata-se de instabilidade emocional provocada por conceitos equivocados ou pura e simplesmente ganância.

28/04/2011

Ação pelo semelhante – Notícias.

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“Quando a nossa existência ou as liberdades são postas em risco, nossas mentes acionam as sirenes que alertam dos perigos que estão por vir”, escreve Miriam Sommer…http://www.ecomedicina.com.br/site/conteudo/tema9.asp

O caminho encontrado por Minas Gerais para fazer da PNPIC uma realidade.
Thaís Corrêa de Novaes, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, fala sobre a implantação da PNPIC, indicando dificuldades e desafios e apontando caminhos possíveis.
http://www.ecomedicina.com.br/site/conteudo/testemunho14.asp

Vitória (ES) está investindo em pesquisas para avaliar se a Homeopatia é efetiva no tratamento e prevenção da dengue. Em sua opinião, por que outros municípios afetados pela doença não fazem o mesmo? Participe da nova enquete do Ecomedicina! ttp://www.ecomedicina.com.br/site/conteudo/index.asp

23/04/2011

Bolsos vazios e corações intranqüilos.

“Não existe coração tranquilo com bolsos vazios...” disse meu amigo…

Acho que o dinheiro foi uma invenção e tanto!

Imagine um médico, ou qualquer outro cidadão, ao final de uma jornada de trabalho, levando para casa mercadorias recebidas em paga por seus serviços e, no bolso, vales diversos: Vale oficina, vale barbeiro, vale escola, vale livro, vale injeção e até vale cafuné?!

A vida não seria uma doideira maior do que já é?

E o que esse cidadão teria que levar consigo para comprar uma geladeira?

Ou numa viagem?

E para comprar um carro?

Não dá nem para imaginar…

Sem dúvida o dinheiro sepultou o escambo e se garantiu como ótima invenção; o problema começou quando ele parou de ser visto como fator de troca, lhe foi dado valor próprio e passou a ser estocado por tempo indeterminado; e fico imaginando como seria a vida se os dinheiros, como as mercadorias, tivessem prazo de validade. De novo a mesma historia, o mal não está na coisas, mas no uso que das coisas se faz.

Mas acabei não escrevendo sobre bolsos vazios e corações intranqüilos… Deixa prá lá… Escrevo na próxima.