10/02/2012

Um futuro diferente.

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Chegou-me às mãos parte do que Leonardo Boff escreveu na introdução da obra A REFUNDAÇÃO DO BRASIL de Luiz Gonzaga de Souza Lima; achei muito bom e, apesar de ser um pouco longo, compartilho… Deu vontade de ler o livro!

“…Luiz Gonzaga de Souza Lima avança uma perspectiva original e de grande força interpretativa com seu texto A Refundação do Brasil: do Estado Economicamente Internacionalizado à Nova Sociedade Biocentrada.Há interpretações clássicas sobre a formação da nação-Brasil. Mas esta do cientista político Luiz Gonzaga de Souza Lima é seguramente singular e adequada para entender o Brasil no atual processo de globalização: A Refundação do Brasil: rumo a uma sociedade biocentrada (Rima,São Carlos 2011). Seu ponto de partida é o fato brutal da invasão e expropriação das terras brasileiras pelos “colonizadores” à base da escravidão e da superexploração da natureza.

Não vieram para fundar aqui uma sociedade mas para montar uma grande empresa internacional privada, uma verdadeira agro-indústria, destinada a abastecer o mercado mundial. Ela resultou da articulação entre reinos, igrejas e grandes companhias como a das Índias Ocidentais, Orientais, a Holandesa (de Mauricio de Nassau), com navegadores, mercadores, banqueiros, não esquecendo as vanguardas modernas, dotadas de espírito de aventura e de novos sonhos, buscando novos conhecimentos e enriquecimento rápido.

Ocupada a terra, para cá foram trazidas matrizes (cana de açúcar e depois café), tecnologias modernas para a época, capitais e escravos africanos. Todos eram considerados “peças” a serem compradas no mercado e como carvão a ser consumido nos engenhos de açúcar. Com razão afirma Souza Lima: ”o resultado foi o surgimento de uma formação social original e desconhecida pela humanidade até aquele momento, criada unicamente para servir à economia; no Brasil nasceu o que se pode chamar de ‘formação social empresarial”.

A modernidade no sentido da utilização da razão produtivista, da vontade de acumulação ilimitada e da exploração sistemática da natureza, da criação de vastas populações excluídas, nasceu no Brasil e na América Latina. O Brasil, neste sentido, é novo e moderno desde suas origens.

A Europa só pôde fazer a sua revolução, chamada de modernidade, com seu direito e instituições democráticas, porque foi sustentada pela rapinagem brutal feita nas colônias. Com a independência política do Brasil, a formação social empresarial não mudou sua natureza. Todos os impulsos de desenvolvimento ocorridos ao longo de nossa história, não conseguiram diluir o caráter dependente e associado que resulta da natureza empresarial de nossa conformação social. A tendência do capital mundial global ainda hoje é tentar transformar nosso eventual futuro em nosso conhecido passado. Ao Brasil cabe ser o grande fornecedor de commodities para o mercado mundial, sem ou com parca tecnologia e valor agregado.

A empresa Brasil é a categoria-chave, segundo Souza Lima, para se entender a formação histórica do Brasil e o lugar que lhe é assinalado no processo atual de globalização desigual.

O desafio consiste em gestar um outro software social que nos seja adequado, que nos desenhe um futuro diferente. A inspiração vem de algo bem nosso: a cultura brasileira. Ela foi elaborada pelos escravos e seus descendentes, pelos indígenas que restaram, pelos mamelucos, pelos filhos e filhas da pobreza e da mestiçagem. Gestaram algo singular, não desejado pelos donos do poder que sempre os desprezaram e nunca os reconheceram como sujeitos e filhos e filhas de Deus.

O que se trata agora é refundar o Brasil, “construir, pela primeira vez, uma sociedade humana neste território imenso e belo; é habitá-lo, pela primeira vez, por uma sociedade humana de verdade, o que nunca ocorreu em toda a era moderna, desde que o Brasil foi fundado como uma empresa; fundar uma sociedade é o único objetivo capaz de salvar nosso povo”.Trata-se de passar do Brasil como Estado economicamente internacionalizado para o Brasil como sociedade biocentrada.

Ao refundar-se como sociedade humana biocentrada, o povo brasileiro deixará para trás a modernidade apodrecida pela injustiça e pela ganância e que está conduzindo a humanidade para um abismo. Não obstante, esta modernidade entre nós, bem ou mal, nos ajudou a forjar uma infra-estrutura material que pode permitir a construção de uma biocivilização que ama a vida em todas as suas formas, que convive pacificamente com as diferenças, dotada de incrível capacidade de integrar e de sintetizar os mais diferentes dados e valores.

É neste contexto que Souza Lima associa a refundação do Brasil às promessas de um mundo novo que deve suceder a este que está agonizando, incapaz de projetar qualquer horizonte de esperança para a humanidade. O Brasil poderá ser um nicho gerador de novos sonhos e da possibilidade real de realizá-los em harmonia com a Mãe Terra e aberto a todos os povos.”

Leonardo Boff

02/02/2012

Ansiedade?

31/01/2012, 2º aniversario deste blog; escrever sobre o quê nesta data especial? Porque não sobre ansiedade que disputa com a depressão; da qual geralmente é pano de fundo; o primeiro lugar na procura pelos consultórios de psicólogos e psiquiatras e também pelo deste homeopata interessado nas ‘artes e manhas’ da mente?

–Tratar ansiedade com homeopatia?

– E porque não? Uma possibilidade de não ser necessário me aventurar pelo mar alopático num mergulho que gera mais ansiedade… Conseguirei voltar à tona? 

Pierre Teilhard de Chardin, filósofo evolucionista digno de nota, no livro O Fenômeno Humano, escreveu:

“Que, sob uma forma primordial, a ansiedade humana seja ligada ao próprio aparecimento da Reflexão, e portanto tão antiga quanto o próprio Homem, é um fato evidente. Mas que, sob o efeito de uma Reflexão que se socializa, os homens de hoje sejam particularmente inquietos, – mais inquietos do que em momento algum da História –, disso também não creio que se possa seriamente duvidar. Consciente ou inconfessada, a angústia, uma angústia fundamental do ser, transparece, apesar dos sorrisos, no fundo dos corações, ao cabo de todas as conversas. Longe estamos, contudo, de reconhecer distintamente em nós a raiz dessa ansiedade. Algo nos ameaça, algo nos falta mais do que nunca, – sem que saibamos exatamente o quê.

Procuremos, pois,  pouco a pouco, localizar a origem do mal-estar, – afastando as causas ilegítimas de perturbação até descobrirmos o ponto doloroso em que se deve aplicar o remédio, se é que existe algum.”

Eis aí o ‘x’ da questão: Descobrir o núcleo do mal-estar…

E o médico homeopata faz outra coisa?

A minuciosa anamnese não revela ao paciente um conjunto de qualidades particulares do qual, na maioria das vezes, não suspeitava?

E não se evidencia nesse conjunto aquela fragilidade específica que quando ‘cutucada’ altera a energia vital que, alterada, provoca o surgimento de sintomas?

E não é essa fragilidade particular que deve ser cuidada e equilibrada?

E nessa busca, por si só terapêutica, não se revela também o medicamento homeopático, cujo uso aquieta os sintomas e estimula as mudanças comportamentais necessárias; sem subterfúgios, sem esperanças vãs?

Não é isso tratar?

22/01/2012

Natureza humana.

Perdi a conta das vezes que recebi e-mail contando de um monge tibetano que é picado tentando impedir que um escorpião morra afogado. Tal historia é repetida como modelo de compaixão a ser buscado e, no final, o monge se justifica dizendo que assim como é da natureza do escorpião picar é da sua tentar salvá-lo.

Hahnemann escreveu, no nono parágrafo do Organon, que  a força vital mantém o organismo em processo harmonioso, e que o espírito racional utiliza esse organismo, como instrumento, para alcançar os mais altos fins da existência… Viver em harmonia com o universo e protege-lo é um desses altos fins e como o escorpião faz parte do universo, salvá-lo seria o correto; no entanto, também o monge faz parte do universo…

Para ser racional e sadia uma ação tem que produzir benefícios quando comparada com a inação; salvar o escorpião às custas da própria integridade é o contrario disso; por mais compassivo que fosse, aquele monge deveria usar pelo menos seu chinelo para salvar o escorpião acatando, ao mesmo tempo, o instinto de auto preservação existente em todo ser vivo e o impulso de salvar presente nos mais evoluídos.

Instinto, emotividade e racionalidade são características essencialmente humanas, e o comportamento resultante do equilíbrio entre elas é que é modelo a ser almejado; salvar o escorpião daquela maneira ou louvar tal comportamento é exclusivamente emocional.

22/12/2011

Educação.

Nesse corre corre cotidiano contemporâneo até acho bom as revistas mais antigas das salas de espera, folheio-as meio mecanicamente meio esperançoso, à cata de algo que amenize o tédio irritante da espera; às vezes acontece de ter a curiosidade ‘cutucada’ por algum título… Não gosto de muita coisa que leio, logo paro e recomeço a folhear; mas é do meu agrado o que Lya Luft escreve e ontem, em uma dessas salas de espera, dei de cara com um artigo escrito por ela para a revista Veja de setembro/11, intitulado Educação: reprovada… gostei!

Já sabia, como quase todo mundo sabe, do que lá está escrito, mas é bom reforçar… Falhas na educação não se restringem ao momento, provocam repercussões futuras impossíveis de avaliar antecipadamente, e as repercussões não se restringem ao educando, atingem a  sociedade como um todo.

Sentei-me nos bancos de escolas públicas até entrar na faculdade, comparar aquela escola com a atual é desanimador… O ensino era bom porque aqueles que ensinavam, a maioria mulheres, eram muito bons. Compartilho da opinião de que um dos motivos pelos quais aquelas professoras eram muito boas seria o fato de que, por uma restrição no mercado de trabalho, elas não tinham oportunidades profissionais em outras áreas de atuação; mas hoje as mulheres com conhecimento suficiente para substituírem aquelas são professoras universitárias, médicas, engenheiras, arquitetas, empresárias… ganham e se realizam melhor em outros ‘lugares’.

E, por favor, não me venham com a conversa da missão nobre, da vocação; nobreza e vocação não enchem barriga, não pagam contas, não fornecem capacitação adequada… Melhorem substancialmente o salário desses professores que aquela antiga condição de um ensino público eficaz retornará, pois assim mulheres e homens com vocação para o ensino poderão olhar de novo para ele.

08/12/2011

LIPOasPIRAÇÃO / insPIRAÇÃO.

Entro em ferias no final de dezembro e minha inspiração, apressada e pirada antecipou-se… entrou em novembro; como não escrevo nada sem ela fui procurar, nos guardados, alguma coisa que valesse a pena compartilhar; encontrei este artigo:

“Cirurgia de Lipoaspiração

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo e muito mais piração? Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.

Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas? Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.

“Cuide bem do seu amor, seja ele quem for”.”

image   Herbert Vianna

Espero que minha inspiração retorne antes do final de ano, caso contrário, já me precavendo, despeço-me de vocês que me lisonjeiam com suas visitas, desejando que usufruam do melhor que esta época do ano pode oferecer.

12/11/2011

Evolução e Desconforto.

Alguém, na minha adolescência, disse-me que o conforto amolece o homem; a princípio não acreditei mas, a partir daí, comecei a observar que, de fato, só quando em desconforto e  na tentativa de supera-lo, desenvolvemos algum atributo novo que é incorporado ao  nosso modus operandi; e tive que aceitar, embora relutantemente, que desconforto é estimulo evolutivo.

Esta semana chegou-me às mãos uma historia, atribuída a G. I. Gurdjieff, que corrobora isso e que reproduzo na totalidade:

“Na comunidade espiritual dirigida por Gurdjieff, na França, vivia um homem idoso que era a personificação do estorvo: irritadiço, bagunceiro, briguento, pouco asseado, incapaz de colaborar com quem quer que fosse. Ninguém  se dava com ele. finalmente, após muitos meses frustrantes tentando permanecer com o grupo, o homem foi embora para Paris.

Gurdjieff foi atrás dele para tentar convencê-lo a retornar. Mas a experiência tinha sido árdua demais, e o homem se recusou. Gurdjieff, porém, insistiu e chegou a oferecer-lhe uma paga mensal razoável se ele voltasse.

Dessa maneira ele aceitou voltar. Ao vê-lo de volta, porém, a comunidade ficou pasma. E ao saberem que aquele homem estava sendo pago (ao passo que eles tinham que pagar, e muito, para estarem lá), todos se revoltaram. Gurdjieff reuniu-se com eles e, depois de ouvir suas reclamações, deu risada e explicou:

- Este homem é como o fermento para o pão. Sem ele por perto, vocês jamais aprenderiam verdadeiramente o que é a ira, a irritabilidade, a paciência e a compaixão. É para isso que vocês me pagam, e é para isso que eu o contratei.”     

23/10/2011

Medicamentos, o uso inadequado.

Um colega enviou-me o link de uma reportagem sobre a Ritalina, medicamento cada vez mais usado no Brasil; como a reportagem não é muito favorável à droga, várias manifestações, de usuários que se beneficiam dela, aconteceram.

Natural as opiniões divergirem, pois cada um defende o ponto de vista que lhe é interessante e no qual acredita; mas que não tentemos tapar o sol com peneira, independentemente da capacitação e conduta de quem prescreve, medicamentos podem sim fazer mais mal que bem…E já que crianças não vão, por suas próprias pernas, aos consultórios médicos, no caso da Ritalina precisamos indagar: O uso do medicamento é de interesse da criança, da família ou da escola?

Se alface colhida em horta orgânica, lavada nas aguas puras de uma fonte, pode, dependendo das circunstâncias, fazer mal para quem a ingere, o que dizer de medicamentos? E o poder de malefício não se encontra propriamente no medicamento ou na alface, mas no uso inadequado dos mesmos, e isto é valido para toda e qualquer forma de terapia, e aí sim, entra em consideração a capacitação de quem a aplica ou prescreve.

Tomemos como exemplo a homeopatia… É voz comum que se homeopatia não fizer bem, mal não fará; triste engano, homeopatia pode fazer mal sim, e muito, e não estou me referindo às ‘agravações iniciais’, ou aos ‘retorno de sintomas’, que apesar de desagradáveis são indicadores de um tratamento adequado; me refiro às intoxicações e patogenesias que podem ocorrer em pessoas que usam medicamentos homeopáticos de forma inadequada. E o que é bastante interessante é que essas pessoas raramente associam esses efeitos indesejáveis ao medicamento homeopático exatamente porque acreditam que homeopatia não pode fazer mal.

Vejam a matéria completa sobre a Ritalina, inclusive as opiniões, em:  http://revistatrip.uol.com.br/revista/203/reportagens/geracao-ritalina.html

02/10/2011

Relacionamentos.

Um amigo me envia, regularmente, e-mails intitulados ‘minha reflexão da semana’; acabo de receber uma dessas reflexões:

“Buscar um relacionamento quando se está num alto nível de carência é como ir ao supermercado com fome… qualquer coisa serve!”

Coincidentemente, se é que coincidências existem, essa semana, uma jovem paciente disse ter um namorado e que o relacionamento é antigo, quase sete meses,  um carinha que, segundo ela, “até que é gente boa” e prosseguiu: “Sabe como é né doutor? Minhas amigas só tem ficantes, eu sou a única que tem namorado… Não tem muita química mas vou levando… Ficar sozinha é sinistro!”

Li, não me lembro onde, com referência à história “A princesa e o sapo”, que muitas mulheres beijam sapos esperando que eles virem príncipes, e ouvi, de outra paciente, esta mais velha e desiludida, que: “Atrás de todo príncipe tem um sapo” …

Penso que homens e mulheres se ‘iludem’ de formas diferentes: As moças, que namoram rapazes ‘que até são gente boa’, acreditam que por amor a elas eles mudarão e se tornarão príncipes… Serão educados e atenciosos, arranjarão trabalho, irão parar de beber ou de consumir drogas e por aí afora; vai depender das características indesejáveis que eles apresentarem de acordo com a ótica delas.

Já os rapazes, alimentam a esperança de que elas, que são princesas, jamais mudarão… Elas os aceitam como são e serão sempre cordatas, cheirosas, apaixonadas, ‘gostosas’ e por aí afora; vai depender das características que eles julgarem desejáveis e enxergarem nelas…

Por acaso é preciso ser sábio para saber que ‘esse negócio não vai dar certo’?

24/09/2011

Qualidade de vida.

Uma atitude que trouxe qualidade à minha vida foi meu afastamento da TV e das publicações ‘noticieiras’ que raramente mostram o que é realmente bom. Mas esse afastamento tem suas consequências, às vezes não fico sabendo ou demoro a saber de coisas que também trariam qualidade à minha vida, como é o caso do salmão das fazendas de piscicultura sobre o qual um amigo me alertou.

Não é que a danada da cobiça já envenenou o salmão? E eu achando que o peixe, por viver em alto mar e ser ‘atleta de corredeiras’, não podia ser confinado; santa, digo, demoníaca ignorância, por conta dela fui algumas vezes mais ao banheiro… Espero que fique nisso!  

Mas, do limão a limonada, estando a elaborar palestra sobre qualidade de vida, este ‘passar batido’ na historia do salmão fez com que eu me perguntasse: Será que, neste mundo insano, para termos uma vida melhorzinha, temos que, às vezes, ‘engolir’ algo ruim para não engolir coisas piores?

01/09/2011

Consciência urbana.

Quinta feira, seis horas e cinquenta e cinco minutos, estaciono na pista lateral de uma movimentada avenida, ao lado de um cruzamento bastante movimentado…

Semáforo de quatro tempos, uma ambulância do corpo de bombeiros, sirene estridente anunciando sua aproximação, chega ao cruzamento…

Um motorista, apenas um entre dezenas, freia o automóvel que conduzia, provocando protestos do condutor do veículo atrás do seu. Os outros condutores, de carros de passeio, de utilitários, de motos, de coletivos,  continuam seu trajeto bloqueando o cruzamento e impedindo o avanço da ambulância como se ela não estivesse ali.

São doze horas e vinte e sete minutos, ainda estou incrédulo com o que presenciei… Fico imaginando se aquele motorista que, como bom cidadão, interrompeu seu trajeto por alguns poucos minutos continuará, sem titubear, parando quando ouvir uma sirene de ambulância...