19/08/2010

Aurum metallicum.

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A referência ao ouro na postagem anterior induziu-me a reler matérias médicas homeopáticas de Aurum metallicum; poderoso medicamento que, entre outros preciosos benefícios, já evitou que muitos pacientes com ideação suicida passassem ao ato; evidentemente quando prescrito na potência e doses adequadas a cada paciente.

Em Jacques Lamothe, homeopata francês, encontrei:

“... Para o alquimista, a meta de iniciação através da transformação do chumbo em ouro era a transformação mística do homem em Deus por Deus. Símbolo yang do conhecimento, da imortalidade para os chineses.”

E ainda:

“... Ao contrário da alquimia, o ouro também é o signo do materialismo, da degradação do homem, às vezes da sua perversão. É um tesouro ambivalente. Ele permitiu ao homem encontrar tanto a luz divina quanto as trevas da falsa potência... e o desespero.”

Também aqui a dicotomia que acompanha o caminhar humano... e a escolha, o arbítrio... o bem ou o mal não está nas coisas , mas no uso que das coisas se faz.

15/08/2010

Insano garimpo.

Na maior parte das conversas queixas que se repetem:

Falta de tempo, de dinheiro, de lazer...

Excesso de preocupação, de ansiedade, de medo.

 

Em minha juventude emprestávamos cigarros uns aos outros...

Hoje é comum emprestarem antidepressivos e ansiolíticos.

 

Em qualquer lugar pelo qual passem pessoas, é possível observar a mesma situação:

Uma correria que não para…

Pessoas que não se olham…

Não se cumprimentam…

Não sorriem…

Semblantes preocupados e sofridos.

 

Nos escritórios, lojas, bancos, empresas, ruas...

Em quase todo lugar...

A busca frenética pelo ‘ouro’.

 

Esse estado das coisas me remete a uma situação presenciada anos atrás:

O garimpo de serra pelada, que me deixou uma certeza:

Garimpar é uma inútil tentativa de encontrar o que não se perdeu...

Está me parecendo que grande parte das pessoas, sem se darem conta, estão em um garimpo...

Menos terra, menos poeira, menos suor mas, ainda um garimpo…

Um imenso e insano garimpo.

serra 17

Imagem retirada de: http://www.youtube.com/watch?v=rvZmq0a-BV4&feature=related

09/08/2010

Cérebro: Poderes e reações.

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Com belas e sugestivas ilustrações de Nelson Provazi que, no entanto, pecam por sugerirem componentes mecânicos na constituição do que é totalmente orgânico, a Super Interessante de agosto de 2006 trouxe uma reportagem, assinada por Rafael Kenski, intitulada A REVOLUÇÃO DO CÉREBRO, que faz cair por terra crenças antigas como:

- Só usamos 10% da capacidade cerebral.

- No nascimento o cérebro está praticamente formado e não nascem novos neurônios durante a vida.

E que sugere super poderes do cérebro:

  • Mudar a própria forma.

  • Regenerar suas partes.

  • Mover objetos.

  • Ler pensamentos.

  • Ampliar seus poderes.

Sem dúvida é super interessante mas, independentemente da confirmação e efetivação desses super poderes, o término da reportagem é pragmático:

“Para o bem ou para o mal, o nosso conhecimento sobre a mente aumentará daqui em diante. Mas, mesmo com novas máquinas e remédios, nenhuma tecnologia será capaz de fazer você saber o que nunca aprendeu. A capacidade do seu cérebro depende, antes de mais nada, de tudo o que leu, viu, experimentou e viveu. E isso depende apenas de você.”

Touché...

Também na mesma revista, e também sobre o cérebro, outra reportagem que reproduzo na íntegra e que é bastante atual, uma vez que este é um ano eleitoral:

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“ ‘O Alckmin é muito superior.’ ‘Não: ninguém é melhor que o Lula!’ Às vésperas da eleição presidencial, discussões como essa acontecem em todos os cantos do país. Você sabe dizer qual dos lados está com a razão? Se sabe, sua resposta está errada. E se pensou ‘Nenhum, o melhor é o do meu partido’, também não tem razão nenhuma. Calma, não se ofenda. É que, segundo um estudo da Universidade Emory (EUA), nem você nem ninguém com preferência política pode ser racional numa discussão. E o motivo é simples: o cérebro não tem acesso à razão nessas horas.

No estudo da Emory, 30 pessoas filiadas aos principais partidos americanos (Republicano e Democrata) foram colocadas em máquinas de ressonância magnética e tiveram a atividade cerebral monitorada enquanto liam trechos de frases de George W. Bush e John Kerry da época em que eles eram candidatos à Presidência. Em seguida, pediu-se aos voluntários que apontassem contradições no discurso dos candidatos.

Quando a tarefa foi realizada com o candidato oponente, tudo ocorreu como o esperado: a área responsável pelo julgamento racional entrou em funcionamento. Mas, na hora de falar dos erros do candidato do coração, os voluntários perderam a razão. ‘Não houve nenhum aumento de atividade nas partes do cérebro envolvidas com o raciocínio logico. Em vez disso, vários circuitos neurais envolvidos com a emoção se acenderam’, afirma Drew Westen, líder da pesquisa.

A avalanche emocional no cérebro dos partidários desligou as áreas que controlam sentimentos negativos, como tristeza e desgosto, e ligou o circuito neural de recompensa, o mesmo que é acionado quando um viciado se droga. Com isso, eles ficaram mais preparados para defender cegamente o candidato favorito. ‘O resultado é que as crenças do partidário foram reforçadas e quase nenhum dado novo foi levado em conta’, diz Westen. O cientista acredita que a razão some do cérebro não só na política, mas também em todos os assuntos nos quais há interesse pessoal inconsciente, desde a religião até a ciência. Você pode discordar. Mas será que está usando a razão?”

Está explicado porque alguns eleitores votam em determinados candidatos…

11/07/2010

Direito de morrer em paz.

Anos atrás, ainda na faculdade de medicina, ouvi em um corredor de hospital, não sei proferida por quem, a expressão morte em ataraxia; fui ao dicionário e encontrei ataraxia, palavra que nunca ouvira ou lera, definida como:

  • Ausência de preocupações;
  • Paz e tranquilidade de espirito;
  • Ausência de ansiedade;
  • Serenidade da alma.

    Morrer em ataraxia… Antigo e romântico desejo de morrer em paz!

    Ouvi novamente essa palavra, no curso de homeopatia, muitos anos depois, de um médico professor, que ao discorrer sobre as propriedades de um medicamento homeopático, o classificou como facilitador de uma morte em ataraxia.

    Agora essa palavra volta à minha tela mental, não literalmente, mas como possibilidade; o novo código de ética médica, em parágrafo único do artigo 41 estabelece polidamente:

    “Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal.”

    Ações inúteis ou obstinadas…                                   Bons ventos sopram…                                                Garanta-se ao enfermo o direito e a possibilidade de tentar morrer em paz.

  • 03/07/2010

    Apertamento.

    O Dr. Marcelo J. P. Ferreira, especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares e que tem consultório junto ao meu, enviou-me um artigo, retirado de revista da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas, sobre um sintoma bastante comum nas historias de meus pacientes; rangimento ou apertamento de dentes, o popular bruxismo.

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    No artigo, dados interessantes que chamam a atenção:

    *Na posição de descanso da boca, os dentes nunca devem se tocar, eles se tocam somente durante a deglutição.

    *80 a 90% da população apresenta sinais e sintomas de bruxismo, porém somente 5 a 20% desses indivíduos têm consciência do hábito.

    *Sinais e sintomas mais comuns: Músculos da face hipertrofiados ou cansados ou doloridos; redução da capacidade de abertura da boca; dores de cabeça freqüentes, principalmente nas têmporas; dentes anteriores desgastados; fratura de dentes.

    *O apertamento diurno parece estar associado a distúrbios psicossociais e tensão emocional.

    *O bruxismo do sono não parece associado a distúrbios emocionais, tem origem no sistema nervoso central, decresce  no decorrer da vida ( 14% na criança, 8% no adulto e 3% no idoso), e que na infância pode ser considerado “fisiológico”.

    *Vários fatores podem estar relacionados com o aparecimento do bruxismo:

         -Fluoxetina, Sertralina, Amitriptilina, em doses altas, podem exacerbar o bruxismo.
         -Álcool, nicotina, heroína, cocaína, podem provocar bruxismo secundário.
         -A anfetamina aumenta o bruxismo em até 64%.
         -O alcoolismo aumenta o bruxismo noturno em 60%.
         -Há duas vezes mais bruxistas entre os fumantes.
         -Fator hereditário.

    *Não existe atualmente uma estratégia especifica, tratamento único ou sequer cura para o bruxismo. Recomenda-se tratamento comportamental, odontológico, farmacológico e suas combinações, de acordo com o perfil do portador para alívio dos sintomas.

    A Homeopatia leva em consideração essas condições/sintomas e o Lince Repertório Homeopático traz duas rubricas a esse respeito:

    Inclinação constante a apertar os dentes, com 24 medicamentos e;

    Range dentes durante o sono, com 38 medicamentos.

    Ao avaliar a ação da Homeopatia nesses apertamentos observa-se que o tratamento homeopático individualizado age maravilhosamente, através do medicamento mais adequado a cada paciente, que é visto como um todo, minimizando significativamente ou eliminando as razões do sintoma.

    06/06/2010

    Esperança… Ética na escola.

    etica_escolaNessa manhã, em minha caixa de correio; além das infalíveis contas que quase me levam à loucura e da enxurrada de jornaizinhos de supermercados que a entopem; uma correspondência convite que,  automaticamente, me lembrou  o ditado popular

    “A esperança é a última que morre.”

    A escola, onde meus filhos estudam, convidando-nos, pais dos alunos, para participarmos de um projeto intitulado :

    ÉTICA PARA NOSSOS FILHOS.

    Com certeza irei!

    Assim como prevenção é a melhor medicina…Educação preventiva é, sem sombra de dúvidas, bem melhor e eficaz que educação punitiva, mas não somente para os filhos.

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    04/06/2010

    Somente o que vale a pena.

     image Recebo muitas mensagens eletrônicas por dia, grande parte delas com pesados anexos PPS, o que por si só já me coloca de sobreaviso, mas opto por abrir todas e ler até onde meu interesse persistir e, ocasionalmente, recebo algo que realmente vale a pena e que justifica abrir todos os e-mails; é o caso deste texto de LYA LUFT que desejo compartilhar:

    image  Nossas muitas fomes

    “Do meu cômodo posto de observadora - e o duro posto de cidadã, onerada de altíssimos impostos, contas a pagar, perplexidade e insegurança, e otimismo anêmico, quero expandir o conceito de fome.

    A fome, as fomes: de dignidade, a essencial. De casa, saúde e educação, as básicas. Mas - não menos importantes - a fome de conhecimento, de possibilidades de escolha. Fome de confiança, ah, essa não dá para esquecer. Poder confiar no guarda, nas autoridades, nos pais e no país, e também nos filhos. Em nós mesmos, se nos acharmos merecedores. Confiar em quem votei, e em quem não recebeu meu voto: ser digno não é vantagem, é obrigação básica. Andamos tão desencantados, que ser decente parece virtude, ser honesto ganha medalha, e ser mais ou menos coerente merece aplausos.

    Fome de conhecimento: não é alfabetizado quem apenas assina o nome, mas quem assina o que leu e compreendeu. De outro modo, perigo à vista. Não cursa uma verdadeira escola quem dela sai para a vida sem saber pensar, argumentar e discernir. A primeira condição para viver melhor é conhecer mais coisas, inclusive sobre a própria situação e as possibilidades de mudar. Não tomando, Invadindo e assaltando, mas crescendo enquanto ser humano e membro produtivo da comunidade: família, trabalho, cidade, país.

    Informar-se faz parte disso, de ser integrado, de integrar-se. É tomar contato com a realidade diretamente, não apenas com o que os outros relatam ou inventam. É assistir ou escutar notícias não como quem tateia no escuro, mas com ouvidos de quem deseja entender. Informar-se é também ler: ler como se come o pão cotidiano, ainda que seja o jornal esquecido no banco da praça.

    Não creio que a violência que assola este país e nos transforma em ratos assustados seja simplesmente fruto da fome de comida, mas da fome de auto-estima. A violência internacional, emblematizada no terrorismo, nasce entre outras coisas da combinação de ideologia torta e fanatismo. A ideologia nem sempre comanda a morte, nem sempre desconserta o intelecto: sendo positiva, ilumina e estimula, assim como a outra degola inocentes, explode crianças e se orgulha disso.

    Andamos acuados pela brutalidade que transcende os limites urbanos, atingindo lugares bucólicos que antes pareciam paraísos intocáveis: você pensa em comprar um sítio? Inclua nesse pacote o caseiro, os cães, alarmes e quem sabe cerca eletrificada. Se for uma fazenda, cave trincheiras e contrate guardas. De preferência, more na cidade mais próxima, rodeado de toda uma parafernália de segurança, ou lançando-se na vida (isto é, saindo à rua) com audácia de guerreiro medieval. Teremos paz, essa nossa grande fome?

    Neste momento estou descrente, embora batalhe por isso do jeito que posso. É dos deveres básicos de qualquer pessoa, tentar a paz em si mesmo e ao seu redor, sem necessariamente desfraldar bandeiras, mas existindo e agindo como um ser pacífico (não confundam com pusilânime!). Se posso ser agregadora - iniciando pela família e amigos -, não devo espalhar ressentimento; se quero a paz, não posso transmitir rancor.

    Tudo começa, como dizem, em casa: desde quando ela era uma primitiva caverna, e nós uns trogloditas um pouco menos disfarçados do que hoje, com fomes bem mais simples de satisfazer.”

    Os grifos são meus e abro mão de comentar o texto; seria redundante.

    27/05/2010

    Gorduras x Saúde.

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    A reportagem sobre alimentação da revista Época de 5 de abril de 2010 é bem interessante, o ‘vicio’ explicaria a dificuldade que os obesos encontram em seguir programas de reorientação alimentar além do que,  a capa, com um sanduiche horrível e ameaçante, retrata muito bem o efeito que comida não saudável deveria provocar à sua simples visão.

    Abaixo o trecho inicial da matéria:Digitalizar0010

    Um  ponto bastante interessante é  a  dica de número 19 de Michael Pollan que, segundo a revista, é o guru do movimento contra a obesidade:

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    16/05/2010

    Depressão – Os novos dependentes.

    imagesCA0H66BN Em 11 de outubro do ano passado, o jornal Folha de São Paulo, na página 5 do Caderno Mais, publicou artigo do psicanalista e professor Joel Birman intitulado OS NOVOS DEPENDENTES, tendo como subtítulo: Confusão entre os conceitos de depressão e melancolia pode tornar o indivíduo “escravo” do mercado farmacêutico.

    Não consegui o link para a reportagem que é um alerta para o diagnostico intempestivo de depressão e uso generalizado de antidepressivos em situações, usuais na vida de qualquer um de nós, nas quais não caberiam o diagnostico nem o tratamento farmacológico.

    Abaixo transcrevo dois parágrafos da referida publicação:

    · “Quanto ao Brasil, o discurso psiquiátrico retomou midiaticamente o enunciado pertinente de Caetano Veloso – de que de perto ninguém é normal – para propor a otimização de antidepressivos para todos, pois a tristeza poderia se camuflar de maneira incipiente nas pequenas dobras do espírito e ser, assim, preventivamente debelada em estado nascente.”

    · “Misturar essas diferentes cartas do jogo psíquico, com o nome de depressão, é nos destinar a todos à condição de escravidão no mercado da medicalização contemporânea.”

    CHARLI~1

    Vejo frequentemente, na lida diária, pessoas deixarem o uso de medicamentos por mudarem a maneira de olhar para o ‘momento’ que estão vivendo, outras por alterarem conceitos pré-estabelecidos para a própria vida, outras por adotarem mudanças simples no trabalho ou no ambiente familiar e outras ainda por simplesmente introduzirem momentos de lazer e/ou exercícios físicos  em suas vidas; todos esses casos tornam evidente o equívoco do diagnóstico e o conseqüente uso inadequado de medicação e reafirmam minha convicção na validade do dito popular “Quem canta seus males espanta”.

    Verdade é que em muitos casos o sofrimento psíquico persiste independentemente da alteração de conceitos e condutas, acredito que a maioria desses se resolva com terapêuticas menos agressivas: Psicoterapia, Acupuntura, Fitoterapia, Terapias corporais, Homeopatia... Permanecendo a indicação dos medicamentos psiquiátricos para casos refratários e/ou que cursam com outras patologias tornando o caso mais urgente; mas sempre a premissa homeopática: Em primeiro lugar afaste os fatores de adoecimento, se não for o bastante administre o tratamento menos agressivo possível.

    Mas para que isso aconteça é necessário que antes de qualquer conduta terapêutica os sentimentos e queixas sejam contextualizados; que sejam esclarecidas as circunstancias que propiciaram seu surgimento, que sejam medidas suas intensidade e duração e avaliadas as alterações provocadas no comportamento psicofísico do sujeito, pois após perdas importantes e em situações de difícil solução o desconforto psíquico é antes sinal de saúde que de adoecimento.

     PEANUT~1

    09/05/2010

    Homeopatia funciona.

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    A revista é antiga, publicada em setembro de 2002, a encontrei em um sebo… A reportagem é sempre atual e me fez pensar em algumas ‘coincidências’… Após períodos em que a mídia veicula reportagens favoráveis à Homeopatia costumam acontecer campanhas que questionam sua validade… Porque será?

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